Enviada ao Diário do Aço
Cleunice Ferreira da Silva tem 53 anos e é formada em biblioteconomia
Por Sofia Carvalhido - Estagiária sob supervisão Nesta quarta-feira (12), comemora-se o Dia Nacional do Bibliotecário e, ao contrário do que muitos podem pensar, essa função não se resume apenas a organizar livros nas estantes de uma biblioteca. Um profissional em biblioteconomia age como um intermediário entre a informação e o usuário e, em entrevista ao Diário do Aço, a bibliotecária de Timóteo, Cleunice Ferreira da Silva, de 53 anos, conta como é a profissão.
A data foi escolhida por ser o nascimento de Manuel Bastos Tigre (1882 - 1957), considerado o primeiro bibliotecário concursado do país. O Decreto nº 84.631, de 12 de abril de 1980 foi o responsável pela instituição da data no Brasil, com efeito em todo o território nacional. Segundo conta Cleunice, um bibliotecário atua como um agente cultural na formação de leitoras, “por meio de projetos e atividades de incentivo à leitura”, afirma.
Cleonice relata que foi motivada a ingressar na profissão de bibliotecário após trabalhar em uma biblioteca universitária e descobrir que tinha o perfil para atuar: “Eu sempre frequentei este espaço para estudo e pesquisa e com o incentivo dos meus colegas de trabalho decidi fazer o curso de Biblioteconomia”, detalha.
Em meios às novidades digitais, Cleunice destaca que um bibliotecário precisa estar sempre atento às inovações tecnológicas, seja para oferecer estes recursos aos leitores nativos do digital ou para orientá-los a identificar informações em fontes confiáveis e seguras. Entretanto, este não é único desafio enfrentado pela profissão: “A valorização profissional é um grande desafio, já que existem muitas bibliotecas que ainda não contam com o profissional especializado, e ainda existem pessoas não habilitadas exercendo a função que cabe apenas ao bibliotecário”, ressalta.
LeituraFora da biblioteca, seu trabalho na promoção do hábito de leitura continua. Ela afirma que também é papel do bibliotecário estar em constante contato com entidades locais e regionais adequadas para a execução de trabalhos, programas e atividades culturais e literárias. Para ela, a biblioteca é um espaço indispensável na sociedade: “É fundamental como suporte para educação, fornecendo recursos informacionais em diversos suportes para a construção do conhecimento e desenvolvimento cultural”, já que “possibilita o acesso ao conhecimento histórico para as futuras gerações”, conclui.