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Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) alerta que há presão para mais reajustes nos preços dos combustíveis
Os combustíveis ficarão mais caros a partir do próximo sábado (1º) em função do reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A estimativa é que o aumento será de até R$ 0,10 por litro da gasolina e do etanol.
No dia 1º de fevereiro, a alíquota do ICMS sobre a gasolina e o etanol passará a R$ 1,47. Já o diesel e o biodiesel terão acréscimo de R$ 0,06 por litro, chegando a R$ 1,12.
Esses reajustes serão aplicados em todos os estados brasileiros, refletindo mudanças na política fiscal. A alta nos preços dos combustíveis gera um efeito cascata na economia, influenciando vários setores e impulsionando a inflação geral.
Entenda o aumento no ICMS?De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Consefaz), o reajuste foi planejado para garantir o equilíbrio do sistema fiscal. O órgão explicou que essa mudança busca alinhar a tributação às flutuações de mercado e promover uma distribuição mais justa dos impostos.
Preços defasados e pressão por mais aumentos
O reajuste no próximo dia primeiro não tem relação com a Petrobras, principal produtora e distribuidora de derivados no Brasil. Entretanto, apesar de a Petrobras não seguir mais o Preço de Paridade Internacional (PPI), mantendo certa autonomia em relação ao mercado global, as defasagens nos preços domésticos são significativas.
É o que afirma a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Segundo a entidade, a diferença entre o preço cobrado pela Petrobras e o valor no mercado internacional chega a 85 centavos por litro no diesel (24%) e a 37 centavos na gasolina (13%). “Sem dúvida isso aumenta a pressão para reajustes”, diz Sérgio Araújo, presidente da Abicom em entrevista à imprensa.
Com informações de agências