Divulgação
Operários decidiram por votar o estado de greve em assembleia promovida na sexta-feira
Os funcionários da Usiminas, Usiroll e Unigal, todas pertencentes ao mesmo grupo, aprovaram em assembleia, a implementação do estado de greve. Os operários foram convocados pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Siderúrgicas, Metalúrgicas, Mecânicas de Ipatinga e Região (Sindipa) para a deliberação na sexta-feira (3). Em nota, a Usiminas afirma que mantem o diálogo com os representantes dos trabalhadores, com o objetivo de construir uma proposta que esteja alinhada aos limites financeiros da empresa e à realidade do mercado do aço e também concilie as necessidades dos metalúrgicos.
A votação ocorreu em duas sessões, das quais, primeira iniciada às 5h10 e concluída por volta das 7h40. A segunda começou às 17h e terminou às 19h30. Cerca de 75% dos trabalhadores que participaram da assembleia aprovaram o estado de greve.
Geraldo Magela, presidente do sindicato, explicou ao Diário do Aço que, de imediato, os trabalhadores não darão início à greve, visto que na próxima segunda-feira (6) está agendada uma nova rodada de negociação com representantes da Usiminas, em referência à Campanha Salarial de 2024/2025.
“Nós vamos notificar a empresa na segunda-feira, que já temos uma reunião agendada, e mostrar a insatisfação dos trabalhadores com a situação que está hoje. As empresas têm 72 horas para manifestar e como nós já temos a reunião agendada para dia 6 às 14h, vai coincidir certinho com a data, do jeito que nós precisamos. Ela [Usiminas] fazendo uma proposta digna de ser apreciada, nós levamos para a assembleia, e se for rejeitada, continua a negociação”, esclareceu.
Motivo da pautaDe acordo com o sindicalista, essa decisão se dá pela insatisfação pelo tempo decorrido para se marcar uma nova reunião para negociar uma nova proposta, visto que a última foi rejeitada no dia 10 de dezembro do ano passado.
“A assembleia rejeitou essa proposta por aproximadamente 80% dos votos. Oficializamos as empresas, Usiminas, Usirol e Unigal, e elas se posicionaram marcando uma nova rodada de negociação apenas para o dia 6 de janeiro, ou seja, 26 dias depois da resposta dos trabalhadores. Para que as empresas não continuem enrolando, tentando cansar os trabalhadores para conseguir fazer uma proposta ruim, um acordo ruim para os trabalhadores e bom para as empresas, o Sindipa convocou os trabalhadores dessas empresas para participar da assembleia e nós indicamos aprovar o estado de greve”, finalizou.
O que diz a Usiminas
No fim da manhã deste sábado a Usiminas enviou nota oficial em se posiciona sobre o andamento da negociação: “A Usiminas informa que seguem as negociações com o Sindipa para construção de uma proposta para definição do Acordo Coletivo 2024/2025. A próxima reunião está agendada para segunda-feira, 6/1, quando continuará o processo de diálogo com o sindicato com o objetivo de construir uma proposta que esteja alinhada aos limites financeiros da empresa e à realidade do mercado do aço e também concilie as necessidades dos colaboradores”.