26 de dezembro, de 2024 | 18:50
Animais domésticos terão direito a RG com cadastro nacional
Rovena Rosa/Agência Brasil
Ferramenta poderá ser acessada pela conta Gov.br. Cadastro deve conter identidade, CPF e endereço do proprietário
Andreia Verdélio Repórter da Agência Brasil
Ferramenta poderá ser acessada pela conta Gov.br. Cadastro deve conter identidade, CPF e endereço do proprietárioO sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos já está em fase final de teste e deve entrar em funcionamento em breve para que os tutores possam registrar seus bichos de estimação e emitir, gratuitamente, o RG Animal. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a ferramenta poderá ser acessada pela conta Gov.br, o portal de serviços do governo federal.
Organizações de resgate de animais e prefeituras também poderão cadastrar os bichos sob sua responsabilidade e emitir a carteirinha de identificação, que incluirá um código de identificação (QR Code). Esse código poderá ser fixado na coleira do animal, permitindo que, via câmera do celular, qualquer pessoa consiga localizar o tutor.
A Lei 15.046/2024, aprovada em novembro pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 18, autorizou a criação do cadastro pela União. O sistema vai reunir informações sobre os proprietários e os pets, para facilitar o controle de zoonoses e o combate a abandono e maus-tratos de animais. A medida também deve proporcionar mais segurança em transações de compra e venda.
De acordo com a nova lei, o cadastro deve conter identidade, CPF e endereço do proprietário e dados sobre a procedência e características dos animais: raça, sexo, idade real ou presumida, vacinas aplicadas e as doenças contraídas ou em tratamento, além do local onde o animal é mantido. Será dever dos tutores informar sobre a venda, doação ou morte do bicho de estimação, apontando a causa.
Caso o animal utilize um microchip subcutâneo que o identifique, o dispositivo poderá ser incluído no cadastro. Salvo nos casos em que o procedimento for custeado pelo governo federal, a microchipagem não será obrigatória. No entanto, é recomendada como forma de aumentar a segurança e o controle dos animais”, esclareceu o MMA.
O microchip é um dispositivo colocado por veterinários sob a pele dos animais, com um código associado aos dados do proprietário. Para acessar as informações, entretanto, é necessário utilizar um leitor adequado, normalmente disponível em clínicas veterinárias que fazem o procedimento.
Políticas públicas
O cadastro dos animais será realizado prioritariamente pelos tutores responsáveis, no entanto, organizações não-governamentais (OGNs), prefeituras e o Distrito Federal poderão cadastrar animais sob sua guarda, incluindo aqueles que se encontram em abrigos, canis, centros de zoonoses ou em situação de rua. Quando esses animais forem adotados, será feita, pelo sistema, a transferência da tutela.
Além disso, segundo o MMA, municípios e estados que aderirem ao sistema terão acesso a uma área específica, onde poderão visualizar e analisar dados estatísticos regionais. Essas informações são essenciais para a gestão de programas locais de proteção e manejo populacional ético de cães e gatos, incluindo ações como vacinação, mutirões de castração e microchipagem, campanhas de adoção, entre outros”, destacou a pasta.
O cadastro será acessível ao público via internet e a fiscalização e centralização dos dados será feita pelos estados e pela União. Atualmente, iniciativas semelhantes já existem no país, mas de forma descentralizada.
Os animais voltados à produção agropecuária, para produtos ou serviços, não precisarão ser cadastrados. A lei trata apenas de animais que se destinam à companhia ou são criados como de estimação.
Imposto
Após a aprovação do projeto do Senado, surgiram especulação sobre a possibilidade de criação de imposto a ser pago por quem é dono de animal doméstico, como ocorre em outros países, como a Alemanha. A nova lei, entretanto, não prevê pagamento de nenhum tipo de taxação, apenas autoriza a criação do cadastro, que será gratuito.
No Brasil, o objetivo é melhorar a gestão e o planejamento de ações, sem impor sanções ou cobranças. O acesso público aos dados será limitado ao necessário para dar suporte a políticas públicas, com garantia de privacidade e proteção dos dados pessoais”, destacou o governo federal, em comunicado.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

















Israel
27 de dezembro, 2024 | 21:38vem imposto por ai....pode ter certeza....”
Ipatinga
27 de dezembro, 2024 | 11:18Direito? Então se eu não quiser cadastrar eu não preciso? Kkkkk piada. Na verdade é dever, serão todos os donos de pet OBRIGADOS a cadastrar. O que vai ter de animal abandonado porque o dono não quer cadastrar, espere e verão. A grande maioria desses que se auto denominam pai de pets é por não quererem responsabilidade com filhos, acha que vão querer com animal?”
Protetor
27 de dezembro, 2024 | 09:44Tenho um porquinho de estimação, vou cadastra-lo e pegar RG dele. É meu animal de estimação.”
Gildázio Garcia Vitor
27 de dezembro, 2024 | 08:46Lendo os comentários dos amigos-leitores, resolvi pesquisar quem foi o autor do Projeto de Lei que deu origem à Lei 15046/2024, mas não encontrei, só o nome do relator: Mecias de Jesus (sic.), do Republicanos de Roraima. Gostei do nome do nobre Senador da República, mas preferia Francisco de Accis de Jesus, ficaria mais adequado ao contexto, que é o de proteger os animais domesticos. Uma dúvida: e os animais "em situação de rua", ficarão abandonados iguais aos HUMANOS "em situação de rua"? Brasil: pais dos eufemismos!
Parabéns pelo comentário, Sr. Tião Marreta! Segundo Marx, "A História se repete, a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa".”
Salgado
27 de dezembro, 2024 | 06:19Acho que estamos próximos ao fim do mundo .
Agora é hospital público para pets , documentos para pets , leis para viajar com pets , prioridade para pets .
Enquanto que o ser humano está sendo abandonado em todas as circunstâncias .
Só muita paciência mesmo .!”
Motoboy Sincero
26 de dezembro, 2024 | 23:58Kkk tá de sacanagem né mais um esquema pra ganhar dinheiro esse governo.
1 quem lembra do kit primeiro socorros no carro na época era obrigatório depois não era mais
2 quem lembra do extintor ABS nos carros
3 os motociclistas eram obrigados a fazer um curso de moto frente
Hoje em dia nada disso e obrigado mais”
Tião Marreta
26 de dezembro, 2024 | 23:50Quem não conhece sua história, está fadada a repeti-la.
O holocausto marca uma das maiores atrocidades da humanidade. Representa o genocídio de cerca de seis milhões de judeus, sendo um milhão de crianças, dois milhões de mulheres e três milhões de homens.
Uma pergunta precisa ser respondida: como foi possível identificar todos os judeus, confiscar seus bens e levá-los aos campos de concentração?
A resposta está coleta de dados pessoais pelo Estado e no tratamento desses dados por meio da mais avançada tecnologia de contagem e de classificação de dados disponível na época.
Lembre-se o que pode parecer normal, tranquilo e inofensivo pode ser uma tática de políticos que já declaram que o poder não se ganham por eleições, mas sim são tomados.
Pesquisem sobre o Sandinistas, Idi Amin Dada, Noriega, Stalin, Gaddafi e outros, todos eles prometeram o melhor para o seu povo, mas a história mostrou-se diferente.”