Sobe para 41 número de mortos em acidente em Minas Gerais

Segundo a PRF, este foi o acidente com maior número de mortes da história registrado em estradas federais no Brasil desde 2008

22/12/2024 às 17:00
Divulgação CBMMG
Bloco de pedra de granito teria se soltado desta carreta e atingido o coletivo
Com informações da Agência Brasil
Subiu para 41 o número de mortos na colisão de um ônibus com uma carreta, na BR-116, em Minas Gerais, na madrugada deste sábado (21). Neste domingo (22), a Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que 11 corpos já foram identificados e dois liberados para as famílias.

O acidente ocorreu depois que um grande bloco de granito, que era transportado pela carreta, se soltou e se chocou com um ônibus de viagem, que seguia no sentido contrário. Após o impacto da rocha, o ônibus pegou fogo. Um carro de passeio se chocou com a carreta e seus três ocupantes ficaram gravemente feridos.

A investigação aponta para excesso de peso no transporte de dois blocos brutos de granito e há o indicativo de uma possível responsabilidade criminal do condutor. O motorista ainda está foragido. As forças de segurança procuram pelo homem também no Espírito Santo e na Bahia e pedem que ele se apresente.

Segundo a Polícia Civil, ele está com a carteira de habilitação suspensa. Houve uma abordagem da blitz da Lei Seca, há alguns anos, na cidade mineira de Mantena, e ele se recusou a fazer o teste do bafômetro. As autoridades ainda trabalham com a perícia no local do acidente, dada a magnitude da destruição dos veículos.
Reprodução
Weberton da Silva Ribeiro, de 38 anos, não estaca escalado e assumiu o trabalho para ajudar colega

Motorista do ônibus era de Caratinga


O motorista do ônibus que morreu no acidente na BR-116, em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, trocou de escala de trabalho com um colega. Segundo familiares, Weberton da Silva Ribeiro, de 38 anos, trabalhava há um mês e meio na empresa de ônibus Emtram e tinha muita experiência como motorista. Ele era natural de Caratinga.

Um irmão do motorista explicou que ele mudou de escala de trabalho para ajudar um colega de trabalho, que precisava levar a filha ao médico. “Saiu de casa feliz. Morreu fazendo o que mais gostava”, contou o imrão que pediu para não ter o nome citado.

Weberton pegou a condução do coletivo no distrito de Realeza, em Manhuaçu, zona da mata mineria a cerca de 300 quilômetros do local do acidente.

A Polícia Rodoviária Federal informou que o coletivo saiu do Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo, com destino a Elísio Medrado, na Bahia, passando por Vitória da Conquista, também do estado nordestino, na manhã de sexta-feira (20). No total, 44 pessoas e o motorista embarcaram no coletivo. Menos de 24 horas depois envolveu-se no grave acidente. A viagem duraria mais um dia inteiro, são quase 1.800 quilômetros de estrada, da partida à chegada.
Divulgação CBMMG
Destroços no local do acidente em Teófilo Otoni

Diversas irregularidades


Segundo informações divulgadas neste domingo, a carreta, tipo bitrem, não poderia estar circulando no local no horário do acidente. Fontes que acompanham as investigações também afirmaram que o caminhão e o tacógrafo foram levados para perícia em Teófilo Otoni.

Não foi possível fazr a perícia no ônibus devido aos estragos causados pelo acidente. De acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), este foi o acidente com maior número de mortes da história registrado em estradas federais no Brasil desde 2008.

© Corpo de bombeiros Militar/MG
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