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17 de dezembro, de 2024 | 07:53

Professor do Unileste lança livro infantil de conscientização do machismo contra meninos

Por Sofia Carvalhido - Estagiária sob supervisão
O machismo não atinge apenas meninas e mulheres. Os meninos, ainda na infância, também são vítimas deste tipo de preconceito. Por esse motivo, o coordenador dos cursos de Publicidade e Jornalismo do Unileste e escritor, Rodrigo Cristiano Alves, lançou um livro infantil que destaca a realidade que oprime meninos até que, eles mesmos, crescidos, se tornem opressores. Apesar de ainda não ter tido um lançamento oficial, o livro está no mercado desde julho deste ano.

A publicação, “O pequeno livro para grandes meninos”, dedicada ao público infantil e seus responsáveis, surgiu a partir das experiências de Rodrigo. Em entrevista ao Diário do Aço, ele conta que cresceu em uma sociedade com valores muito machistas e que as pessoas, na época, não problematizavam esse preconceito. “Hoje eu sou pai de duas filhas, duas meninas, uma de nove e a outra de 13 anos, e sempre me pego tentando não reproduzir um comportamento machista”, afirma.

Rodrigo deseja que este livro possa ajudar crianças, principalmente meninos e pais, a repensarem alguns comportamentos e posicionamentos: “eu escrevo esse livro para os meninos, para as meninas também, mas principalmente para os pais. Porque as crianças não nascem machistas, os meninos não nascem machistas, eles aprendem a ser machistas. E as crianças aprendem pela observação”.

Nos últimos anos, a discussão acerca da “masculinidade frágil” tornou-se mais presente entre as pessoas. Ela é entendida como a necessidade que os homens têm de mostrar para as pessoas que estão inseridos ao padrão tradicional de masculinidade. Dessa forma, se distanciando do que muitos podem considerar “feminino”.

A cultura machista tem grande influência sobre a masculinidade frágil dos homens. Isso acontece porque muitos garotos, quando mais novos, são ensinados a não chorar, não brincar com bonecos e bonecas, não brincar com meninas, entre outras coisas. As consequências disso refletem na vida adulta de homens que passam a ter dificuldades em demonstrar e comunicar seus sentimentos para – e com – outras pessoas.

O autor ressalta que o machismo contra os meninos vem de uma tradição milenar que acredita que os homens são superiores às mulheres. “O que não é verdade, mas a sociedade coloca isso como uma verdade maior, de que os meninos são melhores que as meninas, que os homens são melhores, pela estrutura física, pela capacidade intelectual”, completa.

“[O machismo] é uma imposição, uma relação de poder invisível e desnecessária. ‘Para o outro crescer, eu preciso subjugar alguém’. Neste caso, subjugar as mulheres para que alguém possa crescer e se tornar - ou se sentir - superior, e isso é terrível”, acrescenta Rodrigo.

Ao ser questionado se ele vê a realidade do machismo melhorando, Rodrigo acredita que, aos poucos, a sociedade pode apreciar uma melhora. “Vamos falar dos últimos cinco anos para cá, estão tendo muitos movimentos de respeito às diversidades, no caso, a questão do machismo. Existem, hoje, muitos movimentos que trazem o respeito e a igualdade entre homens e mulheres. Está engatinhando? Sim, mas está melhorando”, conclui.
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Comentários

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Gildázio Garcia Vitor

17 de dezembro, 2024 | 19:40

“A minha grande Amiga e Companheira de sonhos, alguns utópicos, e de lutas na Educação e na Política, Professora Patrícia Rabelo, do "Banezão", me disse que o colega Professor-Escritor, Rodrigo Cristiano, atua também nas E. E. Maurílio Albanese Novaes.”

Gildázio Garcia Vitor

17 de dezembro, 2024 | 12:56

“Sr. Pablo, obrigado pelo comentário e parabéns pelo questionamento!
Mas a Torá (ou Penrateuco) e a Bíblia só têm valores Sagrados, mas não históricos, para aqueles que professam o Judaísmo e o Cristianismo, o que não é o meu caso, que não professo nenhuma religião, entre as dezenas que existem no mundo.
Lógico que "tirei isso" dos livros e dois artigos científicos de Antropologia e de História que, em geral, não chegam à maioria da população, inclusive Professores das Ciências Humanas, por dessinteresse, falta de curiosidade e, o pior de tudo, preconceito e medo das verdades das Ciências, que têm a capacidade de destruir dogmas religiosos.”

Pablo

17 de dezembro, 2024 | 12:15

“GIldázio, de onde tirou isso? Da bíblia cristã é que não foi!

Desde Adão e Eva, tudo se iniciou com o homem, e de sua carne Deus fez Eva, sendo Eva submissa a Adão.
Deus criou o homem a sua imagem e semelhança, já Eva foi criada a partir de Adão, não de Deus, portanto não há ascendência feminina antes de Eva, que é feita da carne de Adão.

E outra: Deus não levantou mulheres para liderar/pastorear, apesar de haver alguns nomes femininos em destaque na bíblia.”

Gildázio Garcia Vitor

17 de dezembro, 2024 | 11:58

“Senhora Adriana, parabéns pelo comentário! Mas nos "primórdios dos tempos", muito antes de Abraão, Isaac e Jacó, a sociedade era matriarcal, inclusive, a ideia de deus, era primordialmente feminina. Ela começa a se tornar patriarcal a partir da Revolução Neolítica, mais ou menos uns 10.000 a.C., quando o ser humano passa a ser proprietário de terras e rebanhos.”

Roberto

17 de dezembro, 2024 | 11:27

“Tanto tema interessante aí vem esse ?, Brasil nunca será primeiro mundo por vários motivos, um deles ?mas fazer o que né, gosto é gosto, não perco meu tempo nem de ouvir. Respeito”

Adriana Alves Amancio

17 de dezembro, 2024 | 09:39

“Quanta palhaçada em um só livro!

A sociedade é patriarcal desde os primórdios dos tempos e todos os direitos femininos foram CEDIDOS pelos homens, que esses sim buscam a igualdade de gênero!

Bora falar de alistamento obrigatório para mulheres? Bora falar dos homens que sofrem calados com depressão devido à pressão do cotidiano e trabalhos excessivos? Bora falar daqueles que trabalham mais de 12 horas por dia e não conseguem sequer criar suas próprias famílias?
Cadê a famosa PEC da escala 6x1 da deputade Erica que só soltou a bomba (uma PEC de UMA PÁGINA), ganhou fama e vazou?”

Tião Marreta

17 de dezembro, 2024 | 09:12

“Homens fortes criam tempos fáceis e tempos fáceis geram homens fracos, mas homens fracos criam tempos difíceis e tempos difíceis geram homens fortes.”

Pedrin Souza

17 de dezembro, 2024 | 09:06

“"Masculinidade frágil" é um termo bem chulo, em?
Vamos falar também de "feminilidade frágil"?”

Pablo

17 de dezembro, 2024 | 09:04

“Hoje em dia tudo é machismo: Tentou explicar algo pra uma pessoa ignorante? Machismo! Tentou dizer não para uma demanda absurda de outra pessoa? Machismo!

Mais uma criação para segregar a sociedade para depois tomá-la com narrativas rasas e banais.”

Gildázio Garcia Vitor

17 de dezembro, 2024 | 07:00

“Muito interessante a ideia do livro! Parabéns Professor-Escritor!
O caro colega Professor, que não me informaram a idade nem o local onde passou a sua infância, pode imaginar o que foi a minha firmação machista, criado e educado machisticanente até os 15 amos na zona ......... rurar de Orizânia, antes era Divino, ali nas Zona da Mata mineira, ao longo da década de 1960 e até meados da de 1970.”

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