Alex Ferreira
Quase 80% dos trabalhadores votantes rejeitaram o acordo salarial
Os trabalhadores da Usiminas rejeitaram a contraproposta apresentada pela empresa, referente à Campanha Salarial 2024. A assembleia com os metalúrgicos foi promovida nesta terça-feira (10), e teve uma ampla participação dos empregados, conforme avaliado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga e Região (Sindipa). A empresa aguarda comunicação dos representantes dos trabalhadores, para agendar nova rodada de negociação.
Do total de 2.266 participantes, 1.788 trabalhadores votaram pela rejeição da proposta, o que representa 78,91%. Outros 474 votaram pela aprovação e quatro optaram pela abstenção de votos.
“Já oficializamos a Usiminas, Usiroll e Unigal para que marquem uma nova reunião e apresentem uma proposta melhor. Não temos pressa para fechar o acordo, principalmente se for ruim para os trabalhadores. Mas também não vamos ficar de braços cruzados aguardando a boa vontade das empresas. Enquanto isso, vamos continuar mobilizando os trabalhadores e se as empresas não se posicionarem o mais rápido possível, vamos convocar uma assembleia de estado de greve”, afirmou Geraldo Magela, presidente do Sindipa, ao Diário do Aço.
Nova proposta da UsiminasA proposta rejeitada pelos empregados contemplava um reajuste salarial de 0,57% de aumento real, além da reposição das perdas medidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), um aumento de R$ 50 no Vale Alimentação, o que elevaria a R$ 600. Também foi recusado o parcelamento das férias.
Proposta rejeitada em mesaConforme informado pelo Diário do Aço anteriormente, no dia 19 de novembro, o Sindipa rejeitou em mesa a proposta apresentada pela Usiminas, não convocando assembleia junto aos empregados.
A empresa ofereceu um reajuste salarial com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) a partir de 1º novembro (data-base da categoria); piso salarial R$ 2.031,96 a partir de novembro; divisão de férias em três períodos (se o trabalhador optar); vale-alimentação de R$ 550 a partir de fevereiro; carga extra de R$ 500 a partir de fevereiro.
Usiminas procuradaO Diário do Aço entrou em contato com o setor de comunicação da Usiminas, que informou que “aguarda a notificação do sindicato para definição dos próximos passos da negociação”.