10 de dezembro, de 2024 | 06:00
Um sufoco!
Fernando Rocha
Assim pode ser definida a saga do Galo para conseguir escapar do rebaixamento, ao vencer o Athletico-PR, por 1 x 0, na Arena MRV sem torcida, cercada de tapumes, por medo de depredações caso o time fosse rebaixado.Apesar de possuir absurdos 80% de posse de bola, o alvinegro abusou dos infrutíferos toques para os lados, para trás, e o 1º tempo terminou empatado, sem gols, placar que lhe dava a classificação, mas o tiraria da Copa Sul-Americana.
No 2º tempo, com o Bragantino derrotando o Criciúma e o Fluminense vencendo o Palmeiras, o jogo ficou dramático, com a quase certeza de que da Arena MRV sairia o rebaixado.
Para aumentar a aflição da massa do Galo, aos 27 minutos, Pablo cabeceou na trave de Everson, porém, um minuto depois, Rubens sofreu pênalti; Hulk bateu mal e o goleiro do Furacão defendeu, mas no rebote o próprio lateral marcou o gol do alívio” atleticano.
Depois disso, o Atlético tratou de segurar o resultado e contou com o desespero dos jogadores do Furacão, para levar a partida e o resultado favorável até o final, se livrando do vergonhoso rebaixamento.
Clima quente
O Cruzeiro conseguiu o que muitos não acreditavam, venceu o Juventude, por 1 x 0, em Caxias do Sul, mas não foi suficiente para conseguir a sonhada vaga na Libertadores do próximo ano, que ficou com o Bahia, vencedor do confronto com o rebaixado Atlético-GO.
Na coletiva pós-jogo, o clima esquentou, pois o técnico Fernando Diniz detonou a diretoria celeste, alegando ter sido desrespeitado” ao ficar sabendo da sua demissão pela imprensa.
De fato, foi uma enorme falta de profissionalismo dos dirigentes celestes, até de respeito mesmo, com um dos principais treinadores do futebol brasileiro.
Além de errar ao contratar Diniz, que precisa de tempo para trabalhar e elenco com as características do esquema tático que gosta de implementar, a diretoria do Cruzeiro fez pior ainda ao demiti-lo de forma mais amadora, sem se pautar por um mínimo de ética.
FIM DE PAPO
A culpa do fracasso do Atlético em duas finais importantes na temporada, além do quase rebaixamento no Brasileiro, deve ser debitada, sobretudo, à diretoria - leia-se os 4 erres” incompetentes e despreparados, desprovidos de humildade - que impediu a contratação de um profissional capacitado para montar um elenco homogêneo e competitivo, como a sua torcida quer e merece. Antes de contratar o treinador, a diretoria deveria buscar um diretor de futebol.
Após o ufa!”, ao escapar do rebaixamento, o Atlético deixou vazar algumas notícias positivas visando melhorar a sua relação com a torcida. Entre elas, foi revelado que o clube recebeu o valor recorde de R$ 136 milhões em premiação este ano. Sobre o novo treinador, o nome de Cuca, como um forte candidato ao cargo, foi divulgado na emissora de rádio que pertence ao maior acionista do clube.
Até o fechamento desta coluna, a SAF que comanda o Cruzeiro não havia se posicionado oficialmente sobre a saída do técnico Fernando Diniz, que tem contrato até o fim de 2026. A multa, em caso de demissão antecipada, seria de R$ 4 milhões. Nos bastidores, o nome mais forte especulado para ocupar o cargo e iniciar a próxima temporada é o de Renato Gaúcho, que deve deixar o Grêmio após um enorme desgaste com a torcida e a imprensa gaúcha.
Se o técnico Fernando Diniz é o responsável pelo fraco futebol do Cruzeiro, a diretoria que o contratou tem a maior parcela de culpa na situação. Além disso, com um elenco na conta do chá”, tendo que recorrer desesperadamente à base, pois não há um atacante disponível, por exemplo, além de alguns medalhões do elenco cheios de pernas” e supervalorizados pela imprensa e pela torcida, Diniz tinha tudo para não dar certo. Está faltando autocrítica à gestão do Cruzeiro, além de ser menos passional e mais assertiva. (Fecha o pano!)
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