O Cruzeiro teve muitas oportunidades, sobretudo no primeiro tempo, poderia ter saído do Maracanã com uma vitória, na última quinta-feira, sobre o Fluminense, mas faltou capricho dos atacantes ou melhores escolhas na hora de finalizar, além da atuação do goleiro Fábio, que, aos 44 anos, ainda é o melhor goleiro do país.
Sobre as bizarrices nas saídas de bola que deixam qualquer cruzeirense irritado e com o coração saindo pela boca, elas estão no limite e vão continuar por um bom tempo, até que essa característica do chamado “dinizismo” seja ajustada nos treinamentos.
O Cruzeiro agora só vai voltar a jogar no dia 18 de outubro, daqui a 14 dias, portanto, terá um bom espaço de tempo para treinar e se ajustar à nova filosofia de jogo do treinador.
Depois disso, desculpas não vão mais ser aceitas, pois a torcida do Cruzeiro quer ver mais e merece muito mais do que tem sido entregue em campo pela equipe celeste.
Tudo indefinidoA definição dos dois finalistas da Copa do Brasil está em aberto, depois das vitorias apertadas, por um gol apenas, de Flamengo e Atlético, respectivamente, sobre Corinthians e Vasco da Gama.
A troca no comando técnico - saiu Tite e entrou o ex-jogador Filipe Luís - foi benéfica neste primeiro momento ao Flamengo, cuja equipe parecia travada e se soltou de vez, mas não conseguiu transformar a sua superioridade em gols.
Depois do vareio dado no Fluminense, a torcida do Galo esperava outra atuação parecida contra o Vasco, na Arena MRV, mas a equipe alvinegra não conseguiu manter a mesma rotação, ainda tomou um gol muito cedo, e teve que correr muito para virar o placar em 2 x 1.
Galo e Flamengo vão jogar a segunda partida por empates para chegarem à final da Copa do Brasil, mas terão que visitar os adversários, o que deixa essa decisão equilibrada e totalmente indefinida.
FIM DE PAPONão devia, mas o Cruzeiro está passando à sua torcida uma mensagem de que o Brasileirão virou segundo plano. De fato, o caminho para chegar à Libertadores/2025 pela conquista da Copa Sul-Americana está bem mais visível, pois neste caso faltam apenas três jogos. A Raposa vive um jejum de 26 anos sem conquistar um torneio internacional - último foi a Recopa Sul-Americana/1998, contra o River Plate -, mas acho que o Brasileirão não deveria ser escanteado. No entanto, a cada rodada, a cada mau resultado, o G-6 fica mais distante e a turma que vem atrás se aproxima.
Na Europa, o próximo Mundial de Clubes, previsto para iniciar no dia 15 de junho de 2025, continua desagradando jogadores, treinadores e clubes, incomodados com mais esta competição no calendário e que, na prática, só vai trazer grandes lucros para a Fifa. Os atleticanos sonham em ver o Galo neste Mundial, que no seu novo formato terá 32 participantes e será disputado no modelo da Copa do Mundo. Do nosso continente já estão garantidos Palmeiras, Flamengo, Fluminense (campeões da Libertadores 2021/2022/2023), River Plate e Boca Juniors (via ranking Conmebol). Falta apenas mais um integrante que será o campeão da Libertadores 2024, que tem o Atlético na semifinal.
No campo, o Galo tem time para ganhar a Libertadores, se habilitar para a disputa em dezembro deste ano, do Inter Mundial de Clubes, onde enfrentaria o Pachuca do México e depois, se chegar à final, o Real Madrid, campeão da Europa, além de disputar, em 2025, o Mundial da Fifa. Mas precisa ficar atento e precavido com o que pode vir dos bastidores sombrios da Conmebol.
Se o River Plate, adversário do Galo na semifinal, chegar à decisão e for campeão, abre-se uma vaga no Mundial pelo ranking da Conmebol. Neste caso, o primeiro da fila é o Olímpia do Paraguai, clube que foi presidido e tem como patrono o pai de Alejandro Domingues, atual presidente da Conmebol, que é paraguaio. Além disso, a decisão, em jogo único, está prevista para o Monumental de Nuñes, a casa do River Plate. “Todo óbvio é ululante”, de Nelson Rodrigues (Fecha o pano!).