Corpo de Bombeiros pede contribuição da população para denunciar queimadas

12/09/2024 às 08:30
Evando Rodney/Agência Minas
Provocar incêndio em mata ou floresta é crime ambiental

A Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) continua em alerta contra queimadas e incêndios florestais. Nesta quarta-feira (11), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou um aviso de perigo potencial, devido à baixa umidade relativa do ar, variando entre 30% e 20%. Além do risco direto à saúde, a baixa umidade contribui para a formação e propagação de queimadas, colocando em risco a vegetação da Mata Atlântica, como explica o comando do 7º Pelotão de Bombeiros Militar de Timóteo.

A previsão é de que, no restante da semana, os índices mínimos de umidade do ar continuem entre 40% e 25%. A temperatura máxima ainda deve ultrapassar a casa dos 30 graus, e não há previsão de chuvas para os próximos dias.
O 2º Tenente Luamós Soares Faria, Comandante do 7º Pelotão de Bombeiros Militar de Timóteo, lembra que a região está inserida em uma área de Mata Atlântica, e a propagação de incêndios nesse bioma não é algo natural e é extremamente danosa para a fauna e flora. "As causas estão sempre relacionadas à ação humana, seja de maneira dolosa ou culposa, com queima de lixo, limpeza de terreno ou ação de incendiários", explica.

O comandante relata que, no último dia 30/8, houve um dia de grande ameaça, quando foram registrados três focos de incêndios simultâneos no município, nos bairros Alvorada, Cachoeira do Vale (distrito) e Bromélias, e foi preciso o apoio da administração municipal e das unidades do Corpo de Bombeiros em Coronel Fabriciano e Ipatinga. "As causas estão sempre relacionadas à ação humana, seja de maneira dolosa ou culposa, com queima de lixo, limpeza de terreno ou ação de incendiários", explica.

Vistorias
Tendo em vista que os incêndios geralmente se iniciam dentro da área urbana, durante o mês de abril, o pelotão móvel fez cerca de 80 vistorias nos terrenos da região, verificando se havia presença de lixo ou vegetação que pudesse agravar a ocorrência de incêndios, e o resultado foi repassado à Prefeitura de Timóteo, conforme Luamós Soares. "Durante o mês de agosto, novamente, cerca de 70 locais foram vistoriados pelas nossas equipes, e os resultados serão repassados novamente para a administração, para que os responsáveis sejam notificados", informou.

Números
Até os primeiros dias de setembro, foram registrados mais de 80 incêndios em vegetação atendidos pelo Corpo de Bombeiros Militar, e o pico de ocorrências até o momento foi em agosto, com 32 atendimentos. "Ainda estamos abaixo da média histórica anual, de 102 ocorrências no nosso município, contudo, devemos continuar atentos, pois a seca continua, o período de estiagem persiste, e a luta é para não atingir esse número", destaca o comandante.

A máxima histórica ocorreu em 2019, desde a implantação do Corpo de Bombeiros Militar em Timóteo, com 193 atendimentos a incêndios em vegetação. "Por isso, se faz necessária uma participação maior da população, não só com a conscientização de não utilizar fogo para práticas indevidas, mas também com o fornecimento de informações e denúncias para os órgãos competentes", defendeu o 2º Tenente Luamós Soares.
Últimas notícias
Big Image
{{ modalData.legenda }}