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Em Coronel Fabriciano, as candidaturas por sexo são divididas igualmente
Por Matheus Valadares - Repórter Diário do Aço Um novo levantamento feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca que 2.311 mulheres irão disputar o cargo nas prefeituras de 1.947 cidades em todo o país, número que corresponde a 15% do total de candidatos do pleito deste ano. Embora apresente uma expansão feminina na participação política, somente em 35% dos municípios (há 5.569 cidades no Brasil) há alguma candidata na disputa, enquanto o percentual é de 98% entre os homens.
Quando se traça um recorte das candidaturas femininas ao cargo de prefeito nos municípios da Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA), a situação não é diferente. Das 21 candidaturas que irão disputar os votos dos eleitores no dia 6 de outubro nas quatro cidades da região, apenas 19,05% são femininas.
Coronel Fabriciano é a que tem a maior proporção. Dos quatro candidatos, duas são mulheres. Em Ipatinga, das nove candidaturas que estão no páreo para o dia do pleito apenas uma é feminina. Sobre o total de candidaturas há um imbróglio a ser definido pela Justiça Eleitoral. Jadson Heleno e Winter Bolsonaro foram cadastrados no DivulgaCand pelo mesmo partido, o PRTB, e apenas deles permanecerá.
Em Santana do Paraíso, são 2 candidatos à prefeitura, ambos homens. Já em Timóteo, de 6 pleiteantes ao cargo de chefe do Executivo municipal, 1 é mulher.
Comparado às eleições de 2020, o número de candidatas permanece o mesmo, no entanto, a proporção aumentou sutilmente (16,67%), devido à queda do número de candidaturas.
Em Coronel Fabriciano, nas eleições municipais passadas houve seis candidatos ao cargo de prefeito, sendo uma mulher. Em Ipatinga, todas as 7 candidaturas aptas à época eram do sexo masculino. Em Santana do Paraíso, foram cinco homens e duas mulheres na disputa. Por fim, Timóteo teve três homens e uma mulher na corrida eleitoral.
Crescimento no geralConforme a pesquisa da CNM, houve crescimento no número de disputas femininas quando comparadas as últimas duas décadas. No ano 2000, por exemplo, a cada 100 candidaturas registradas, oito eram mulheres. Em 2024, a razão subiu para 15 candidatas, levando em conta o mesmo universo.
Apesar de indicar crescimento no número de candidaturas ao longo das corridas eleitorais, a Confederação ressalta que os números não evidenciam o potencial da representatividade feminina na política, já que a maioria da população é composta por mulheres. Nesse sentido, a fundadora e presidente do Movimento Mulheres Municipalistas (MMM), Tania Ziulkoski, enfatiza que a Confederação tem atuado pelo engajamento de mais lideranças políticas femininas em todo o país. “O MMM foi criado em 2017 para iniciar esse trabalho da importância de aumentar a representatividade das mulheres nas decisões políticas. A gente sabe o potencial que elas têm e também as dificuldades que enfrentam quando assumem um cargo público. Nesse aspecto, a gente trabalha conjuntamente com ações de sensibilização e empoderamento. Apesar de ainda não ser o ideal, os dados da pesquisa mostram um avanço e vamos continuar trabalhando para que a representatividade seja ainda maior”, destacou a municipalista em entrevista à CNM.
Perfil O estudo da CNM mostra o perfil das candidaturas femininas nas eleições deste ano. As candidatas possuem em média 49 anos e os homens 51; 79% concluíram o ensino superior, enquanto o percentual masculino é de 55%. A pesquisa mostra ainda que 56% das candidatas são casadas (homens são 69%) e 18% buscam a reeleição. Por sua vez, no universo masculino dos candidatos, 20% tentam o segundo mandato consecutivo.
“A porcentagem chegou a 62% para homens e mulheres que se declararam brancos. Aproximadamente 52% das candidatas a prefeita estão concentradas em cinco partidos: MDB (13%), PT (11%), PSD (10%), PL (9%) e União (9%)”, informou o estudo.