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Ipatinga e Coronel Fabriciano registraram casos de interrupções de energia por pipas
Por Isabelly Quintão - Repórter Diário do Aço Na Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA), 1.545 clientes da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) tiveram o serviço de energia interrompido por ocorrências causadas por pipas. Em toda a região, considerando dados referentes de janeiro a junho desse ano, Timóteo e Santana do Paraíso foram os únicos municípios que não registraram nenhuma ocorrência.
Em Ipatinga, 1.400 clientes já foram atingidos. Coronel Fabriciano também teve registros, porém, em uma quantidade mais baixa. No município fabricianense, somente 145 clientes foram prejudicados por esse tipo de brincadeira. As informações foram repassadas à reportagem do Diário do Aço pela assessoria de comunicação da Cemig.
Para resolver esse tipo de problema, a equipe da companhia elétrica retira a pipa da fiação e religa o circuito. Em algumas situações, é possível que uma linha corte um cabo de energia. Neste caso, é necessário fazer o reparo na rede para poder religar.
PrevençãoConforme divulgado pela Cemig à imprensa, o ato de soltar pipa deve ser praticado em locais descampados e sem uso de linhas cortantes. “No momento em que uma linha de papagaio é cortada, o vento carrega aleatoriamente o aparato, que corre o risco de cair sobre redes elétricas ou vias públicas. Isso é capaz de causar acidentes ou interrupções no fornecimento de energia, de modo a prejudicar inúmeros clientes”.
A empresa também acrescentou que é necessário evitar o resgate de pipas presas à rede elétrica, tendo em vista que é arriscado a aproximação indevida nas redes de distribuição e transmissão, bem como das subestações.
O uso do cerol faz com que uma linha de papagaio em material condutor provoque choque elétrico devido ao contato com a rede de energia.
Uso de linhas cortantes é proibido O uso de cerol ou linha de cerol em Minas Gerais é proibido conforme a lei 23.515/2019, que veda a comercialização e a utilização de linha cortante em pipas, papagaios e similares.
Caso o cidadão descumpra a legislação e ainda comercialize o material, a multa pode variar de R$ 5.279,70 a R$ 263,98 mil (em casos de reincidência).
Já em situações em que a linha cortante apreendida estiver sendo utilizada por menores de idade, os pais ou responsáveis legais serão notificados da autuação. O ocorrido também será repassado ao Conselho Tutelar.