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Problema atinge várias casas da rua desde o mês de janeiro
Passar dias com o fornecimento de água interrompido é um problema constante para os moradores da rua Pioneira, no bairro Ana Moura, em Timóteo. Alguns deles relataram ao Diário do Aço que a situação vem se arrastando desde janeiro, porém, nos últimos dois meses, ficou ainda pior. Mesmo com vários dias de fornecimento suspenso, o valor da conta continua alto, gerando revolta entre os populares. A Copasa anuncia o envio de equipe técnica para avaliação.
Na última semana, os residentes ficaram três dias sem receber água na caixa. A moradora Jaine Araújo Lopes conta que o problema afeta quase todas as casas da rua e o fornecimento só começou a normalizar na madrugada desta segunda-feira (22), porém, ainda sem pressão suficiente para subir na encanação e encher a caixa d'água da residência.
Nos dias em que falta água, os moradores reservam um pouco para banho e comida e ainda precisam encher baldes e recipientes para garantir as atividades essenciais. Às vezes, é necessário recorrer à casa de parentes para lavar roupas ou até passar o dia, quando chegam a ficar sem nada. A moradora alega que já registrou várias reclamações e tem 27 números de protocolos anotados, entretanto, nada foi feito até então.
Ar no hidrômetroMesmo com o fornecimento interrompido, Jaine Araújo alega que o hidrômetro roda normalmente com a passagem de ar, gerando faturas com valores altos. "Nossa conta este mês veio cobrando R$ 493. Queremos que a Copasa resolva o problema, que a água chegue em nossas casas. Pagamos caro e, se a gente não paga a conta, eles cortam o abastecimento. Precisamos da água e é preciso tê-la a todo momento", reclamou.
Impacto emocionalVagna Caldeira Abade Freitas é outra moradora da rua Pioneira que procurou o Diário do Aço para manifestar-se sobre o transtorno. Para ela, a situação tem gerado não apenas prejuízos físicos, mas também um grande impacto emocional e mental para as famílias. A família de Vagna passou por um luto recente e faltou água até durante o velório. "Durante o velório, não tínhamos água nem para beber, o que tornou esse período ainda mais difícil e conturbado. A falta de sensibilidade e ação por parte da Copasa foi alarmante. Apesar de inúmeros pedidos de ajuda, nossas demandas não foram atendidas de forma adequada e fomos tratados com descaso. O que torna essa situação ainda mais revoltante é que as contas de água continuam chegando como se tivéssemos recebido o fornecimento normal durante todo o mês. Isso é inadmissível", protestou.
Vistoria técnicaPor meio de nota encaminhada ao Diário do Aço, a Copasa informou que enviaria uma equipe técnica, ainda na segunda-feira, ao local informado, no bairro Ana Moura, para verificar e solucionar o motivo da intermitência no abastecimento. Essa era a informação até o fechamento desta matéria.