Eude Aerton/Ipatinga
Tigre encerrou sua participação na Série D neste sábado
Depois de mais uma derrota em casa pela Série D do Brasileirão, sábado último (2 a 0 para a Portuguesa-RJ), o Ipatinga Futebol Clube encerrou suas atividades no ano. Nesta segunda-feira (22) já não havia nenhum profissional ou membro de comissão técnica no centro de treinamentos do clube, no bairro Cariru.
O fracasso na Quarta Divisão nacional foi o desfecho de uma das piores temporadas do clube em seus 26 anos de existência. A vaga havia sido herdada depois das desistências de Democrata-GV, Villa Nova e Caldense de disputarem, mas nem assim a direção valorizou a disputa e preferiu montar um elenco “só para participar”, acumulando mais uma série de vexames. O que não faltou foi a CBF cumprir a parte dela, de depositar, em três parcelas, os R$ 400 mil para cada clube da competição. Porém, o Ipatinga não havia honrado, até o início desta semana, o salário referente ao mês de junho, tampouco as três semanas trabalhadas em julho. Antes, já havia ficado para trás um mês e meio do elenco que disputou o Campeonato Mineiro e foi rebaixado ao Módulo B.
Mudanças?A expectativa, até o fim do ano, é por mudanças na direção do clube. Há a possibilidade de o presidente Nicanor Pires renunciar, embora ele não tenha confirmado esta informação. O conselho deliberativo sofreu uma debandada de integrantes, devendo ser recomposto, porém é outra situação que ninguém sabe como será conduzida. A SAF segue sem um dono. A falada recuperação judicial, aquela que “coloca de lado” todas as dívidas do clube (mais de R$ 40 milhões), também não foi concluída.
Ano que vem, só uma disputa no calendário, o Módulo B do Campeonato Mineiro, que só deverá se iniciar em abril.
Competição esta sem qualquer incentivo financeiro da FMF, cabendo a quem estará jogando arrecadar, por si, sem maiores atrativos, cerca de R$ 1 milhão para cumprir a tabela de jogos.