05 de julho, de 2024 | 09:00

Primeira etapa de vacinação contra brucelose é prorrogada

Divulgação IMA
Produtores terão até o dia 31 de julho para vacinar suas bezerras Produtores terão até o dia 31 de julho para vacinar suas bezerras

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) prorrogou a primeira etapa de vacinação e a declaração contra a brucelose. Agora, os produtores rurais podem vacinar as fêmeas bovinas e bubalinas, de 3 a 8 meses, até o dia 31 de julho e declarar, na unidade do IMA mais próxima, a imunização desses animais até 10 de agosto de 2024. A decisão se deve ao cenário de desabastecimento de vacinas contra a doença no país, refletindo em Minas um déficit de aproximadamente 130 mil doses para o 1º semestre.

De acordo com dados do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), o estoque de imunizantes nos estabelecimentos que comercializam as vacinas contra brucelose no estado é de cerca de 378 mil doses da vacina B19 e 146 mil doses da RB51, distribuídas em mais de 650 estabelecimentos comerciais em 400 municípios mineiros.

O índice vacinal anual determinado pelo programa é de, no mínimo, 80% de fêmeas imunizadas contra a enfermidade. Porém, até o momento, conforme o órgão, foram declaradas apenas 39,5% das bezerras bovinas e bubalinas vacinadas contra a brucelose.

Segundo informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), há previsão de regularização dos estoques desses imunizantes no país ainda no segundo semestre. A previsão é de que aproximadamente 14,5 milhões de doses da vacina B19 serão produzidas entre junho e dezembro por laboratórios autorizados pelo Mapa para abastecer todo o país.

Imunização dos animais
Por ser uma vacina viva, ou seja, contendo a bactéria causadora da brucelose enfraquecida, a compra do imunizante é controlada e permitida mediante a apresentação de receita emitida por médico veterinário cadastrado no PNCEBT. A vacinação contra brucelose deve ser realizada duas vezes ao ano por profissionais cadastrados no IMA em bezerras de 3 a 8 meses. Após o processo vacinal, o pecuarista deve comprovar que os animais foram vacinados. A declaração deve ser realizada nas unidades do IMA e deve conter o atestado de vacinação emitido pelo veterinário cadastrado, incluindo os dados da nota fiscal de compra da vacina.

Obrigações do produtor
Além de vacinar seus animais, o produtor rural deve também realizar a testagem da brucelose em machos a partir de oito meses e em fêmeas imunizadas com a vacina B19 a partir de 24 meses. Os médicos veterinários habilitados para diagnóstico de brucelose e tuberculose devem enviar relatórios mensais dos insumos utilizados e exames realizados, bem como notificar o IMA sobre resultados positivos inconclusivos. O IMA reforça que a vacinação de bovinos e bubalinos machos não deve ser realizada, pois a vacina pode causar a doença nesses animais. A marcação dos animais imunizados também é obrigatória: as fêmeas vacinadas com a B19 devem ser marcadas no lado esquerdo da face com o algarismo final do ano da vacinação, no caso de 2024, o número 4; já as bovinas vacinadas com a RB51 devem receber a marca V.

Multa
O pecuarista que não vacinar o seu rebanho contra a enfermidade pode ser multado no valor de 25 UFEMGs, o que equivale a R$ 125,90 por bezerra, tendo como base o número de fêmeas de 0 a 12 meses da última declaração prestada ao IMA. Já o produtor que deixar de declarar a vacinação contra a brucelose está sujeito a multa no valor de 5 UFEMGs, ou seja, R$ 25,18 por bezerra. O órgão recomenda que os atestados de imunização sejam prontamente entregues em um de seus escritórios seccionais ou enviados por e-mail, após o processo vacinal. Os modelos desses documentos estão disponíveis para os médicos veterinários no site do IMA.

Doença não tem cura
A brucelose não tem cura e é caracterizada como uma zoonose, ou seja, existe a possibilidade de transmissão ao ser humano. Além de causar danos à saúde pública do estado, pode ocasionar perdas econômicas para o setor pecuário, uma vez que provoca aborto, queda na produção de leite e diminuição no ganho de peso nos animais doentes.

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Comentários

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Rj

05 de julho, 2024 | 15:57

“Só tenho uma dúvida cruel, será que o gado terraplanista e antivacina vai se proteger contra esta terrível doença, que pode ser transmitida a nós, humanos da Terra Geoide? Espero que sim!”

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