Enviada ao Diário do Aço
Policial militar conversa com os envolvidos na confusão ocorrida no bairro Iguaçu
Um desentendimento entre proprietário de um imóvel, um homem de 63 anos, e o seu inquilino, um homem de 47 anos, precisou da intervenção policial na tarde de segunda-feira (1º). O caso foi registrado na rua Turfa, no bairro Iguaçu, em Ipatinga, e por pouco não termina em agressão entre o inquilino e um segurança contratado pelo dono do apartamento.
Segundo informações da Polícia Militar, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) foi acionado para atender uma ocorrência de desentendimento duas pessoas em um prédio residencial. O proprietário do imóvel relatou que está enfrentando sérios problemas de convivência com o inquilino.
Segundo o dono do apartamento, o inquilino desrespeita as regras de convivência do local, frequentemente perturba o sossego dos demais moradores com som alto de aparelhos eletrônicos e costuma transitar pelo prédio portando uma faca de forma ostensiva. Ele afirmou ainda que, em uma data anterior, o morador teria ateado fogo na rede elétrica do prédio, danificando várias tomadas dos apartamentos.
Devido a esses supostos incidentes e após muitos atritos, o proprietário resolveu notificar o locatário para desocupar o imóvel, considerando o vencimento do contrato de locação no último dia 15 de maio. No entanto, o inquilino teria respondido que só desocuparia o imóvel mediante notificação judicial.
Inquilino confirma aos PMs que está com problemas com o proprietárioEm sua defesa, o morador do apartamento afirmou que realmente está tendo problemas com o proprietário, mas negou ter ateado fogo na rede elétrica, explicando que o ocorrido foi um curto-circuito na rede do prédio, que possui geração própria de energia por meio solar.
O inquilino reconheceu que o contrato está vencido e que foi notificado de forma não oficial pelo proprietário para desocupar o imóvel, mas disse que está procurando um novo local para morar e que só sairá do apartamento mediante ordem judicial.
Os ânimos entre as partes estavam exaltados, e o dono do imóvel estava determinado a impedir a entrada do inquilino no prédio. Para isso, contratou os serviços de uma empresa de segurança particular e colocou um cadeado no portão de acesso. O inquilino e o segurança por pouco não entraram em vias de fato ao impedir o morador de acessar o prédio.
Autorização para pegar os objetos pessoaisApós uma conversa, mediante intervenção policial, o proprietário permitiu a entrada do inquilino, para pegar itens pessoais e remédios e saiu logo em seguida. Os policiais orientaram o dono do imóvel a não impedir a entrada de Leonardo no prédio e aconselhou ambos a procurarem a Justiça para resolver o impasse.
Além do atrito entre os dois, o dono do imóvel mencionou aos policiais militares que a sua irmã, reside sozinha em um dos apartamentos e estaria apavorada com as ações do morador do mesmo prédio. Ela ainda teria dito que pretendia solicitar algum tipo de medida protetiva.
O inquilino informou ao Diário do Aço que vai buscar seus direitos e que se hospedou em um hotel até decidir para onde vai morar. Além disso, ele afirmou que a porta do apartamento foi aberta sem a autorização dele. O caso foi registrado pelos policiais militares como "atrito verbal" e encaminhado à Polícia Civil.