02 de julho, de 2024 | 08:00

Indústria desacelera e Vale do Aço registra saldo negativo em geração de empregos em maio

Matheus Valadares
Região tem acumulado de janeiro a maio negativoRegião tem acumulado de janeiro a maio negativo
Por Matheus Valadares - Repórter Diário do Aço
A Região Metropolitana do Vale do Aço fechou o mês de maio com um déficit de -131 empregos formais gerados. Apesar de Coronel Fabriciano e Santana do Paraíso terem performance positiva, Ipatinga, e principalmente Timóteo, puxaram o desenvolvimento para baixo.

O balanço consta no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgado na última quinta-feira (27/6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os números regionais foram tabulados pelo Observatório das Metropolizações Vale do Aço/IFMG, e repassados ao Diário do Aço.

Em maio, Coronel Fabriciano e Santana do Paraíso geraram, respectivamente, 61 e 21 novos postos de trabalho com carteira assinada, enquanto Ipatinga teve um saldo negativo de -63 e Timóteo -150.

O geógrafo e coordenador estatístico e de pesquisa do Observatório das Metropolizações Vale do Aço/IFMG Ipatinga, William Passos, aponta que dados refletem o momento econômico da indústria.

“O mercado de trabalho do Vale do Aço é puxado pela Indústria e, por isso, sente os reflexos da desaceleração das atividades de seu parque industrial, registrando, como consequência, saldo negativo na geração de vagas formais no mês de maio de 2024”, explicou.

Acumulado do ano
No acumulado de janeiro a maio, o Vale do Aço também apresenta saldo negativo na geração de empregos CLT (-67). Quanto aos municípios, Coronel Fabriciano gerou 189, Santana do Paraíso 109 e Ipatinga 46. Timóteo, até o momento, tem -411.

“Apenas para efeito de comparação, somente em maio de 2023, os quatro municípios da Região Metropolitana geraram, ao todo, 2.091 novos empregos, com o conjunto do Vale do Aço abrindo 6.218 novos empregos com carteira assinada de janeiro a maio do ano passado. Em suma, na comparação com 2023, o ano de 2024 tem sido muito mais difícil e desafiador para a economia regional, exigindo muito mais esforço por parte dos empreendedores, dos trabalhadores e dos formuladores de políticas públicas”, finalizou William.

Minas
Minas Gerais é o segundo estado com maior saldo na geração de postos formais de trabalho em maio. Ao todo, 19.430 novos empregos foram criados no quinto mês deste ano, resultado de 244,6 mil admissões e 225,2 mil desligamentos.

Todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas tiveram saldos positivos no estado mineiro em maio, com destaque para o setor de Agropecuária (6.179 vagas), seguido por Serviços (5.836), Construção (2.810), Indústria (2.344) e Comércio (2.261).

Brasi
O Brasil fechou o mês de maio com saldo positivo de 131.811 empregos com carteira assinada, resultado de 2.116.326 admissões e de 1.984.515 desligamentos. A performance está abaixo do registrado em maio de 2023, quando o saldo de postos de trabalho ficou em 155.123.

No Brasil, os cinco grandes setores da economia registraram saldo positivo em maio. Serviços lidera com 69.309 novos postos de trabalho; seguido pela agropecuária, com 19.836 postos; construção, 18.149; indústria, 18.145 e comércio, com 6.375.

No acumulado de janeiro a maio, o saldo foi de 1.088.955 empregos, resultado de 11.038.628 admissões e 9.949.673 desligamentos.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]
MAK SOLUTIONS MAK 02 - 728-90

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Torrada

02 de julho, 2024 | 14:48

“Não compensa trabalhar nas empresas do vale do aço salário ruim serviço de escravo eu trabalhando autônomo eu tiro três vezes o salário que a Usiminas paga para um eletricista e um soldador e ainda instalo ar-condicionado residencial e dou manutenção minha média e de 4000 por mês tirando despesas vou trabalhar em usina pra quê.”

Feliz

02 de julho, 2024 | 14:19

“Faz o l”

Boachá

02 de julho, 2024 | 11:36

“Querem pagar mal aos trabalhadores e ficam sem mão de obra. Aqui a USIMINAS apitava o jogo, hoje ninguém quer, pois tem muitos que ganham mais trabalhando de forma autonoma e sem os perigos e as pressões internas da Usina.
No dia que pagarem um salário justo e condizente, teremos filas para fichar pessoas, hoje se fazem até mutirão de emprego e ninguém quer, mas não é por preguiça é por causa da remuneração baixa. Vivi época que em tempso de paradas, tinham fila para fichar, hoje tem que trazer de fora.”

Pagador de Imposto

02 de julho, 2024 | 09:39

“Vale do aço, simplesmente a região com a pior média salarial do Brasil.
Meia dúzia ganham um pouco mais e o "restante" vive de aparências.”

Envie seu Comentário