02 de julho, de 2024 | 06:00

Pisou na bola

Fernando Rocha

O Atlético frustrou, mais uma vez, a sua torcida, cerca de 40 mil pessoas compareceram à Arena MRV, ao empatar em 1 x 1 com o seu xará goiano, que terminou a rodada em 17º lugar e é o primeiro time da zona de rebaixamento.

O técnico Gabriel Milito fez o possível, mas, sem poder contar com 12 jogadores, a maioria titulares, esbarrou na falta de entrosamento e de qualidade de alguns atletas que, em condições normais, não seriam sequer relacionados para o banco de reservas.

Mesmo assim, se houvesse um pouco mais de capricho, o time alvinegro poderia ter vencido até com facilidade Atlético goiano, que possui um time fraco tecnicamente e luta apenas contra o rebaixamento.

Na entrevista coletiva, pela primeira vez, o técnico Gabriel Milito se mostrou abatido, reclamou de ter de responder sempre perguntas sobre os desfalques do time, disse que não vai reclamar sobre essa situação, que o Galo tem de jogar com os jogadores que está à disposição. E ponto final.

Bom jogo
O Cruzeiro foi derrotado por 2 x 1 pelo líder Flamengo, com mais de 50 mil torcedores no Maracanã, mas não desagradou a sua torcida, pois fez um bom jogo e encarou de igual para igual o time de maior investimento no continente, criando condições para sair com um empate ou até mesmo a vitória.

Comandado pelo técnico Fernando Seabra, ainda sem os reforços já contratados pela nova direção, caiu para o 7º lugar, com 20 pontos, e faz campanha acima das expectativas que havia antes do início da competição.

A derrota não abalou a confiança da torcida celeste, que tem razões suficientes para acreditar que, após o dia 10 deste mês, quando os novos contratados serão incorporados ao elenco atual, o Cruzeiro vai crescer de produção e brigar na cabeça por títulos.

FIM DE PAPO

O Flamengo, que amanhã vem à Arena MRV encarar o Galo, está também muito desfalcado, principalmente por conta de convocações de seus jogadores para seleções que disputam a Copa América, mas, como possui um elenco que une qualidade e quantidade, o técnico Tite tem tido boas opções para montar um time forte, que dificilmente perde, sobretudo, no Maracanã, tanto que é o atual líder isolado do Brasileirão. O Cruzeiro encarou o rubro-negro de igual para igual, teve muitas chances de empatar e até virar o jogo. Faltou um pouco mais de concentração dos jogadores, qualidade nas finalizações. Contra equipes como o Flamengo não se pode desperdiçar chances.

Gabriel Milito não tem culpa nenhuma dessa fase minguada de resultados do Galo, principalmente na Arena MRV, contra adversários da prateleira de baixo. A culpa é não só dos dirigentes do Atlético, mas dos demais clubes que permitem e avalizam o calendário anual de competições do nosso futebol, elaborado pela CBF, com jogos a cada três dias, o que arrebenta com qualquer um. A CBF é a única do mundo que não para sua principal competição quando se tem jogos de datas-Fifa ou de competições como a Copa América, que desfalcam a maioria dos grandes times.

Agora, imagine abrir o jornal e se deparar com o seu nome incluído indevidamente numa chapa, eleita para comandar o Conselho Deliberativo de um dos maiores e mais tradicionais clubes de futebol da região - o Social Futebol Clube -, mas você não foi convidado, não esteve presente na reunião e não aprova os rumos que a agremiação vem tomando ultimamente. Foi o caso do médico Yran Ferreira de Miranda, que possui extensa folha de serviços prestados voluntariamente ao clube, sem nunca cobrar por isso. Com toda a razão, Dr. Yran ficou indignado com o ocorrido e prometeu tomar todas as medidas cabíveis para preservar o seu nome, que foi envolvido indevidamente neste episódio.

Conforme matéria publicada no diariodoaco.com.br, o então presidente do Social, Chico Simões, teria feito uma reunião às escondidas que elegeu o presidente do Conselho Deliberativo, seu filho Tiago Thomaz, para sucedê-lo na presidência do clube. Foi feita uma parceria para a volta do Saci ao futebol como SAF - Sociedade Anônima do Futebol-, mas, pelo que se sabe, a empresa anunciada para gerir o clube não ofereceu garantia financeira alguma que assegure a execução do projeto. Vários nomes de confiança do ex-presidente do Social, e também ex-prefeito de Coronel Fabriciano, foram incluídos no Conselho Deliberativo, mas, na tal reunião, esqueceu-se de eleger o Conselho Fiscal, que é responsável por fiscalizar as contas do clube. (Fecha o pano!)

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