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27 de junho, de 2024 | 08:00

Moradores denunciam morte de peixes após procedimento de manutenção na UHE Sá Carvalho, em Antônio Dias

Reprodução de vídeo
Morte de peixes gerou lamento de moradores locaisMorte de peixes gerou lamento de moradores locais

Por Matheus Valadares - Repórter Diário do Aço

Moradores do município de Antônio Dias, no Colar Metropolitano do Vale do Aço, procuraram o jornal Diário do Aço para relatar mortes de peixes no rio Piracicaba, em decorrência de “descarga” para a realização de manutenção preventiva na Usina Hidrelétrica (UHE) Sá Carvalho.

De acordo com Bráulio Araújo Neto, morador da cidade, a operação tem acabado com os peixes na localidade.
“Essa barragem de Antônio Dias é que manda água para tocar a turbina na Sá Carvalho, e eles vêm dando descargas aqui no rio para fazer manutenção, mas elas vêm matando peixes. Eles vêm fazendo essas descargas com frequência todo ano e isso vem acabando com a nossa fauna, e essa empresa nunca vem soltar um lambari no rio”, reclamou.

Em um vídeo enviado ao Diário do Aço, moradores reclamam da situação. “Quem pegou os tucunarés, pegou”, exclamou um homem ao mostrar pequenos poços de água com peixes. “Olha a situação do nosso Piracicaba. Mais uma vez a mesma palhaçada de sempre. Os peixes todos morrendo no barro”, lamentou outro cidadão em um vídeo.

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informou ao Diário do Aço, por meio de nota, que o nível do reservatório da UHE Sá Carvalho foi reduzido na última segunda-feira (24), em virtude de manutenção preventiva na estrutura e ajustes na operação da usina. “A expectativa é de que até o próximo dia 30/6 (domingo) o nível do reservatório seja retomado”, afirmou a estatal. Foi informado também que o serviço, além de atender às medidas preventivas e corretivas dos equipamentos do circuito de adução, é imprescindível para as inspeções de rotina de segurança da barragem.

Procedimento de manutenção
A Cemig alega que foi cumprido todos os pré-requisitos da Instrução de Serviço específica para manobras de risco à ictiofauna (fauna de peixes), dentre eles o de comunicar aos órgãos ambientais competentes sobre a realização da atividade. “A manobra foi comunicada à Polícia Militar de Meio Ambiente e à Unidade Regional de Fiscalização do Leste Mineiro (SEMAD). Foram comunicados, complementarmente, o Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba (CBH Piracicaba) e o Conselho Municipal de Defesa e Conservação de Meio Ambiente (CODEMA) de Antônio Dias”.

A empresa ressaltou, ainda, que “a manobra para redução do nível do reservatório foi cuidadosamente planejada e ocorreu de forma lenta e gradual para prevenir os impactos sobre o ambiente aquático e seus organismos. A equipe de meio ambiente da companhia - que conta com especialistas da área de ictiologia e limnologia (qualidade da água) - participou de todo o processo, desde o planejamento até o acompanhamento da manobra em campo. “A licença de manejo para a atividade foi devidamente expedida, pelo órgão ambiental competente, para os profissionais que realizam os acompanhamentos em campo”, comunicou a estatal.

Por fim, a Cemig esclarece que tomou todas as medidas ambientais e operacionais para mitigar o aprisionamento de peixes.

Perigo às margens do reservatório
Em vários vídeos que circulam pelas mídias sociais, é possível ver pessoas se arriscando para pegar alguns peixes, ou até mesmo para gravar a situação.

Quanto a isso, a companhia fez questão de reforçar que “o acesso de pessoas não autorizadas às margens do reservatório com o nível reduzido configura uma condição insegura devido à instabilidade do terreno, ao caminho encharcado e à correnteza. Dessa forma, a companhia orienta toda a população que não acesse o local, a fim de se evitar acidentes”.

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Comentários

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Mateus Lucas

27 de junho, 2024 | 21:42

“Matriz de peixe morrendo atolada no barro ,tinha que devolver pelo menos uma tonelada de filhotes ao encher novamente a barragem”

Leitor

27 de junho, 2024 | 20:48

“O assunto é técnico e meia duzia de desententidos querem dar opiniões. Kkk
São os mesmos que ensinam o trabalho da polícia, dos bombeiros etc”

Pescador Esportivo

27 de junho, 2024 | 15:44

“Tal fato vem ocorrendo ano após ano, e está sendo tratada como uma ocorrência normal, infelizmente morrem peixes, animais como capivara entre outros. E a recuperação dos animais aquáticos. É triste eu como um pescador esportivo e presenciar uma situação dessa que para os que tem "poder" é normal e nós que amamos a pesca esportiva amadora e pagamos caro em equipamentos e soltura das matrizes como ficamos? Um absurdo tratarem como um procedimento normal.”

Caboclo Ribeirinho

27 de junho, 2024 | 13:22

“A justiça não serve ao povo, ela serve ao povo com poder, é dura com os pobres e mansa com os ricos.”

Torrada

27 de junho, 2024 | 10:33

“Cadê meio ambiente estão matando os peixes e está tudo certo,e porque é uma companhia se fosse qualquer outro era multa milionária no mínimo tem que pôr regras aí não pode matar os animais por mero luxo de fazer uma usina para encher o bolso de grana não não ué tá errado e deve ser punida no mínimo fazer uma multa que dê para repor os peixes mortos,isso se chama falta de consciência por mera ambição crime ambiental gravíssimo punição e multa e obrigações de repor os peixes no Rio de volta cabe meio ambiente fazer o cálculo entre espécies mortas propositalmente e fazer empresa inserir alevinos ao rio e se fizer de novo multa dobrada.”

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