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22 de junho, de 2024 | 11:00

A nova robótica e seu papel na sustentabilidade

Denis Pineda *


O estudo de tecnologias associadas à idealização e criação de máquinas e robôs ganhou novos capítulos nos últimos anos. Com a chegada de ferramentas como a inteligência artificial, machine learning e IoT (Internet of Things), surgiram diferentes possibilidades que ampliaram o potencial da robótica e prometem revolucionar ainda mais esse mercado.

Nesse cenário, os robôs estão sendo projetados e utilizados de formas inovadoras, como, por exemplo, para realizar cirurgias, ajudar as pessoas com tarefas domésticas, dirigir veículos e exercer diversas outras funções que podem facilitar o dia a dia da população.

De acordo com um estudo da Statista, empresa alemã de pesquisa de mercado, o uso de robôs em setores da indústria e de serviços deve movimentar um mercado que vai alcançar US$ 43,32 bilhões até 2027, sendo que os Estados Unidos, China, Alemanha e Coreia do Sul são os países que realizarão os maiores investimentos no segmento.

Dados como esses comprovam o tamanho do mercado de robótica e apontam para o seu contínuo crescimento ao longo dos anos, deixando clara sua importância para o desenvolvimento da sociedade. Nesse caso, é importante destacar que, com os avanços tecnológicos ocorrendo a todo vapor, estão surgindo novas soluções nesse setor que contribuem de maneira considerável para a preservação do planeta.

Uma das áreas em que a nova robótica possui impacto significativo é a agricultura. Segundo levantamento do grupo IMARC, o mercado global de robôs agrícolas chegou a US$ 7,6 bilhões no último ano, e a previsão é que crescerá aproximadamente 18% ao ano até 2028, quando deve atingir US$ 20 bilhões.
“Não é exagero dizer que os robôs ajudam a impulsionar a transição para uma economia mais verde e sustentável”


Os robôs agrícolas estão sendo desenvolvidos com o propósito de otimizar o uso de recursos naturais, reduzir o desperdício e aumentar a eficiência da produção de alimentos. Eles podem realizar diversas tarefas, desde o plantio, monitoramento do solo, remoção de ervas daninhas e verificação de pragas, até o aviso para os produtores em casos de problemas na plantação, irrigação e colheita dos alimentos – e tudo isso de forma autônoma e precisa, minimizando a utilização de pesticidas e fertilizantes e contribuindo para uma agricultura mais sustentável.

Existem ainda outros desafios ambientais que estão sendo enfrentados com a ajuda dos robôs, como a gestão de resíduos e reciclagem. Nesse contexto, eles são capazes de separar materiais recicláveis e realizar a triagem e o processamento de lixos e outros objetos de forma mais eficiente e segura, o que reduz a quantidade de resíduos enviados para aterros sanitários e ajuda a promover a economia circular e o reaproveitamento de recursos.

Além disso, a nova robótica também está contribuindo para a eficiência energética e a diminuição das emissões de carbono, já que os robôs estão sendo projetados para serem mais inteligentes com relação ao consumo de energia. A automação de processos industriais e logísticos também ajuda a reduzir o desperdício e melhorar a eficiência dos sistemas de transporte e produção, contribuindo diretamente para a redução das emissões de CO2.

Ao analisar todos esses fatores, não é exagero dizer que os robôs estão ajudando a impulsionar a transição para uma economia mais verde e sustentável. E no que depender do ritmo de evolução das tecnologias e na disposição das companhias em adotar a pauta ESG, acredito que a robótica ainda trará muitas novas possibilidades que ajudem a preservar o meio ambiente e melhorar a vida das pessoas.

(*) General Manager LATAM da Universal Robots na América do Sul, empresa dinamarquesa líder na produção de braços robóticos industriais colaborativos.

Obs: Artigos assinados não reproduzem, necessariamente, a opinião do jornal Diário do Aço
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