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Teto da igreja desabou há cerca de dois anos e desde então ela está interditada
Por Matheus Valadares - Repórter Diário do Aço O município de Coronel Fabriciano está autorizado a repassar R$ 500 mil para dar início às obras de reforma da co-catedral São Sebastião, localizada no Centro da Cidade. O dinheiro é oriundo de emenda parlamentar indicada pelo deputado estadual Celinho do Sintrocel (PC do B).
A verba já está no caixa da prefeitura desde o dia 30 de abril, no entanto, era necessário aprovar a inserção da quantia no orçamento vigente.
Diante disso, o governo municipal enviou à Câmara dos Vereadores o Projeto de Lei (PL) 3434, que foi aprovado pelos parlamentares na reunião ordinária desta terça-feira (18).
“O pouco que vai chegando já vamos começar agora a reforma da co-catedral, para que a autoestima do nosso povo seja elevada”, afirmou o padre José Cláudio, durante a reunião ordinária.
Espaço MemóriaO repasse de Celinho só foi possível após a administração municipal
de Fabriciano conferir o título de Espaço Memória à igreja. O Decreto Municipal 8.543/2024 tem o objetivo de facilitar a captação de recursos públicos, inclusive em níveis Estadual e Federal, destinados à reconstrução da igreja.
O custo estimado para a reforma é de aproximadamente R$ 5 milhões. Atualmente, a campanha SOS Catedral busca angariar fundos por meio de iniciativas de arrecadação e doações. Mas dado o alto custo do empreendimento, é necessário buscar outras fontes para a arrecadar o montante, daí a importância deste título.
Há quase dois anos, uma parte do teto da co-catedral desabou, resultando no fechamento do local, que aguarda por revitalização desde então. Em agosto de 2023, foi apresentado à comunidade um novo projeto arquitetônico para a reconstrução do telhado da nave e outras melhorias.
Co-catedral Co-catedral de São Sebastião foi inaugurada em 1993 pelo então pároco padre Élio Athayde. Sua arquitetura foi inspirada em estilo oriental, inspirada em uma tenda descrita em passagem bíblica. O templo funcionava a co-sede da Diocese de Itabira-Fabriciano.
A necessidade de uma igreja maior surgiu pelo aumento de participação dos fiéis nas missas e celebrações. Por isso, no fim da década de 1980, o então pároco, padre Élio, começou um movimento para angariar fundos para a nova construção.
A co-catedral abriga uma réplica em miniatura da estação ferroviária do Calado (primeiro nome da cidade) e o memorial Dom Lélis Lara, espaço que agrega a memória desse bispo redentorista que marcou a região do Vale do Aço.
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