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06 de junho, de 2024 | 07:03

Números mostram que comércio do Vale do Aço demonstra recuperação a partir de abril

Isabelly Quintão
Em abril, Timóteo foi o município que liderou as contratações formaisEm abril, Timóteo foi o município que liderou as contratações formais
Por Isabelly Quintão - Repórter Diário do Aço
As estatísticas do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que o comércio da Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) começou a se recuperar no mês de abril.

Timóteo liderou as novas contratações neste período, com 45 novas vagas preenchidas no mercado de trabalho. Ipatinga foi o segundo município que mais contratou, com 31 pessoas que passaram a ter carteira assinada.
Em Coronel Fabriciano, 21 empregos formais foram gerados naquele mês e, em Santana do Paraíso, 14. Os dois municípios formaram um número menor de contratações. No total, a região registrou 111 novas vagas.

Os dados foram repassados ao Diário do Aço pelo coordenador de estatística e de pesquisa do Observatório das Metropolizações Vale do Aço do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) campus Ipatinga, geógrafo William Passos.
O coordenador acrescenta que a recuperação teve início visto que o comércio apresenta um comportamento sazonal na geração de vagas, com elevação nas contratações no fim de ano e de demissão no início.

“As contratações no fim do ano elevam devido ao aumento de movimento provocado pelo período do Natal e pagamento do 13º salário. O comércio acaba demitindo no início do ano seguinte, em função da finalização da expansão desse aumento de movimento do ano anterior, que é um aumento de movimento temporário”, relata.

Acumulado do ano
William afirma ainda que este comportamento sazonal também é a explicação do saldo negativo acumulado de contratações com a carteira assinada de janeiro a abril. “No acumulado do ano, o destaque ficou para o comércio de Santana do Paraíso, o único que registrou saldo positivo até abril, isto é, 30 novas vagas”, enfatiza.

Já o restante dos municípios da região apresentou saldos negativos, como Ipatinga (-25), Coronel Fabriciano (-28) e Timóteo (-46). No Vale do Aço, o saldo foi de -69.

Expectativas de futuro
O empresário Hely Evangelista, proprietário de uma empresa do ramo de cervejas especiais, vinhos, espumante e outras bebidas, situada no bairro Cidade Nobre, em Ipatinga, relata que, em seu ponto de vista, a contratação está complicada. Mesmo o comércio tendo se recuperado no mês de abril.

“Recentemente, uma funcionária que trabalhou dois anos comigo me chamou e falou ‘hoje é o meu último dia’. Sem nem sequer olhar para trás. Começou como estagiária, evoluiu e resolvi fichá-la. Mas esse é o mercado que temos hoje”, conta.

Por outro lado, Hely também afirma que está otimista com o futuro do mercado de trabalho, tanto para a classe trabalhadora quanto para a classe empresarial.

“A evolução tecnológica do mercado é muito grande, o que é assustador. Essas mudanças trazem perspectivas e novos conceitos. Só não vai crescer quem se mantiver numa situação de conforto. A velocidade de inovação é tão grande que as pessoas não estão mais podendo se dar esse luxo. Tem tempo de inovar e hoje também há facilidade de estudar, aprender, ter aulas on-line e gravadas. Quem tiver força de vontade e perseverança terá um futuro brilhante”, ressalta.

O comerciante também explica que uma dificuldade no setor em que atua se trata da concorrência. “Há muita competitividade desleal. Lidamos muito com questões de contrabando, que são produtos centrados no país por formas ilícitas, que no meu caso é principalmente o vinho. A carga tributária de Minas Gerais é muito alta, o que influencia na competitividade em relação aos estados vizinhos. Quem poderia nos ajudar é o governo”, finaliza.

Aquecido
O empresário Matheus Fonseca, proprietário de uma loja de celular situada no Centro de Ipatinga, afirma que o comércio de smartphones sempre foi muito aquecido, no entanto, passou por alterações.

“Devido a mudanças governamentais, o mercado tem gerado muitas incertezas. Como estamos em uma região do interior, sentimos mais ainda. Trabalhamos com uma margem de lucro aceitável, mas sem perspectiva de crescimento ou ampliação de quadro de funcionários. O endividamento das famílias tem pesado muito, não liberando nenhuma linha de crédito para os consumidores. Em todas as fichas de cadastro dificilmente uma é aprovada. Precisamos de políticas públicas para que a economia volte a aquecer”, conclui.
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