04 de junho, de 2024 | 13:00

Triste realidade...

Nena de Castro


Bom dia meus amados e idolatrados cinco leitores. De tanto ouvir a expressão “as cassandras políticas” que eram especializadas em boatos de coisas ruins no decorrer da política brasileira, fui procurar a dona do nome e sua história.

Cassandra foi uma desventurada e linda princesa de Troia, que parece ter passado pela fila do azar umas cem vezes, senão vejamos: Filha do rei Príamo e da sofredora rainha Hécuba, viveu tantas vicissitudes que nem lhes conto. Aliás, conto sim, senão como vocês vão saber? Um deus chamado Apolo, cansado de coçar o respectivo em Brasília, - ops! - no Olimpo, resolveu dar um rolê por Troia e caiu de amores pela linda nobre. Gamadão, doidinho, xonadão por Cassandra, começou a resenha dizendo da sua paixão e que ela só teria a ganhar namorando com ele; além de ser um garanhão bom de “serviço”, ela poderia ir a Paris e Milão comprar vestidos, sapatos e perfumes, ganharia uma nave toda costumizada para passeios pelo mar Egeu e até lhe daria um jato de milionário, mas ela teria que esperar um pouquinho pois ainda não tinham sido inventados.

Para início, concedeu-lhe o dom da profecia, visões do passado e futuro, contudo, a jovem que não ia com a fuça do deus, rejeitou-o veementemente, disse que não estava a fim de namoricos com ele e mandou-o catar coquinhos bem longe.

Zangado, o rejeitado condenou-a a augurar (profetizar) sempre, porém só poderia dizer a verdade. No entanto ninguém acreditaria nela. A praga pegou e a pobre Cassandra levou uma vida bastante infeliz. Por este estigma, anunciava catástrofes e causava assombro e insensatez, pois não lhe davam ouvidos.

Em vão anunciou a derrota de Troia ante os gregos, inclusive, o episódio do cavalo “presenteado” pelos gregos repleto de guerreiros que tomaram a cidade de assalto, mas foi ridicularizada, coitada.

Entre inúmeras coisas ruins, a pobre foi entregue ao rei grego Agamenon como presa de guerra e previu sua própria morte pela esposa deste, a rainha Clitemnestra.

Pobre Cassandra! Vidinha miserenta e cruel. Todavia, passaram-se séculos e séculos e hoje vemos e ouvimos que a situação das mulheres hodiernas pouco mudou: O número de caso de feminicídio só aumenta, muitas são mortas diante dos filhos com selvageria e requintes de crueldade; a mulher ganha menos que o homem pelo mesmo trabalho, e sofre intimidações e assédio nos esportes, no desempenho de qualquer função que exerça.

Apesar de estarmos na era da tecnologia e dos grandes avanços da ciência, percebemos que a maioria dos homens ainda têm atitudes de homens da caverna com as mulheres. Afeee! Precisamos ser unidas e lutar sempre contra o machismo, essa misoginia patriarcal que nos quer debaixo das solas masculinas! ABAIXO TODA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER! E nada mais digo, apesar da indignação.

* Escritora e encantadora de histórias

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