Reprodução Folha de Guanhães
Menina começou a faltar à escola, o Conselho Tutelar foi acionado e o caso levado à Polícia Civil, que desvendou caso de abuso sexual
Um homem foi preso em flagrante por estuprar e engravidar a enteada de 12 anos em Virginópolis, no Leste de Minas.
Outros dois homens também foram presos por abusar da mesma menina. Os três investigados têm 24, 27 e 29 anos, respectivamente, e vão responder pelo crime de estupro de vulnerável. Em março deste ano, a Polícia Civil recebeu a informação de que o Conselho Tutelar havia descoberto que a vítima estava se ausentando da escola, e o motivo seriam as supostas agressões sexuais cometidas pelo padrasto.
As denúncias levaram à investigação, e no dia 14 de março, policiais encontraram a adolescente com o padrasto na praça da cidade, em horário escolar. Os investigadores abordaram os dois e os conduziram à delegacia. O jovem foi preso em flagrante pelos crimes de abandono intelectual, desobediência e desacato.
A adolescente de 12 anos foi encaminhada para exame médico, e ficou confirmada a gravidez. Com isso, o indivíduo foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável e encaminhado para o Sistema Prisional. Ele responde ao inquérito encarcerado.
Ao aprofundar a investigação, policiais civis descobriram que outros dois jovens também mantinham relações sexuais com a menina, com o consentimento e a participação do padrasto. Os policiais colheram depoimentos de mais de oito pessoas. A conclusão é que o padrasto havia transformado a criança em uma "escrava sexual" e abusava dela havia mais tempo. Para a polícia, com a intenção de apontar outra pessoa como culpada pela gravidez da vítima, o próprio padrasto começou a oferecê-la sexualmente para outros homens. O fato de ele ter oferecido a menina a um menor de idade e insistido para que ele mantivesse relações sexuais com a enteada reforça a suspeita.
Com a comprovação do envolvimento dos três adultos, eles foram indiciados pelos crimes de estupro de vulnerável, em concurso de pessoas (estupro coletivo). Além disso, o padrasto foi indiciado por mais um crime: favorecimento à prostituição de adolescente. Por ordem judicial, a menina de 12 anos foi levada para Belo Horizonte, onde foi submetida ao procedimento de aborto legal.