Condenados do 8 de janeiro quebram tornozeleiras e fogem do país

17/05/2024 às 09:00
Indivíduos investigados, processados ou condenados por envolvimento nos atos de vandalismo dia 8 de janeiro de 2023 em Brasília, quando atacaram as sedes dos três poderes da República, quebraram as tornozeleiras eletrônicas que usavam por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e fugiram do país. A estimativa é que oito arrancaram o dispostivo e fugiram para outros países, principalmente a Argentina. Outras duas mulheres também burlaram a tornozeleira, e não se sabe do paradeiro delas. As informações foram publicadas esta semana pelo portal UOL.
Ilustração
Quem arrancou o dispositivo é considerado foragido e pode ser preso onde estiver


De acordo com levantamento feito pelo site, os fugitivos se encaminharam para a Argentina ou para o Uruguai. Em alguns casos, há pedidos de prisão em aberto contra eles, expedidos pela Justiça. São considerados foragidos e obrigados a viver clandestinamente em outros países, pois se forem identificados podem ser presos e deportados.

O músico Ângelo Sotero, de 59, foi condenado a 15 anos e seis meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e associação criminosa em novembro pelo plenário do STF. Mas segundo o advogado dele, Hemerson Barbosa, Sotero fugiu há cerca de um mês e quebrou a tornozeleira que usava. Ele fugiu para a Argentina, saindo do país pela fronteira da cidade de Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina.

Também fugiram para a Argentina o corretor Gilberto Ackermann, de 50 anos, que foi condenado a 15 anos de prisão; Raquel de Souza Lopes, de 51 anos, que foi condenada a 16 anos e seis meses de prisão; o empresário Luiz Fernandes Venâncio, de 50 anos, que ainda não foi julgado; Rosana Maciel Gomes, de 50 anos, condenada a 14 anos de prisão; e o pedreiro Daniel Luciano Bressan, 37 anos.

Alethea Verusca Soares, de 49 anos, que foi condenada a 17 anos de prisão, teria fugido para o Uruguai, saindo de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul. Depois, ela teria ido para a Argentina. Também teria ido para o Uruguai Jupira Silvana da Cruz Rodrigues, de 58 anos.

Já as empresárias Flávia Cordeiro Magalhães Soares, de 47 anos, e Fátima Aparecida Pleti, de 61, também burlaram a tornozeleira eletrônica, conforme os processos judiciais. Entretanto, não há indícios do paradeiro delas. Há um mandado de prisão em aberto contra Flávia desde fevereiro, de acordo com o banco de mandados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Últimas notícias
Big Image
{{ modalData.legenda }}