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07 de maio, de 2024 | 21:23

Brasil vai importar arroz para evitar especulação de preços

Com informações da Agência Brasil
Para evitar uma possível escalada no preço arroz, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai comprar o produto já industrializado e empacotado no mercado internacional. A informação foi dada nesta terça-feira (7) pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Trata-se de um dos efeitos das enchentes no Rio Grande do Sul, estado responsável por 70% da produção nacional de arroz.
Divulgação
Rio Grande do Sul é responsável por 70% da produção do grão no paísRio Grande do Sul é responsável por 70% da produção do grão no país


De acordo com o ministro, perdas na lavoura, em armazéns alagados e, principalmente, a dificuldade logística para escoar o produto, com rodovias interditadas, poderia criar uma situação de desabastecimento, elevando os preços no comércio.

"O problema é que teremos perdas do que ainda está na lavoura, e algumas coisas que já estão nos armazéns, nos silos, que estão alagados. Além disso, a grande dificuldade é a infraestrutura logística de tirar do Rio Grande do Sul, neste momento, e levar para os centros consumidores", explicou. Os recursos para a compra pública de estoques de arroz empacotado serão viabilizados por meio da abertura de crédito extraordinário.

"Uma das medidas já está sendo preparada, uma medida provisória autorizando a Conab a fazer compras, na ordem de 1 milhão de toneladas, mas não é concorrer. A Conab não vai importar arroz e vender aos atacadistas, que são compradores dos produtos do agricultor. O primeiro momento é evitar desabastecimento, evitar especulação", acrescentou o ministro. A MP depende da aprovação, pelo Congresso Nacional, de um decreto legislativo que reconhece a calamidade pública no Rio Grande do Sul e, com isso, suspende os limites fiscais impostos pela legislação para a ampliação do orçamento. O decreto, já foi aprovado na Câmara dos Deputados, deve ser votado ainda nesta terça pelo Senado.

Na primeira etapa, o leilão de compra da Conab, uma empresa pública federal, será para 200 mil toneladas de arroz, que devem ser importados dos países vizinhos do Mercosul, como Argentina, Uruguai e Paraguai, e eventualmente da Bolívia. "Se a gente for rápido na importação, a gente mantém [o preço] estável", garantiu. O restante, até totalizar 1 milhão de toneladas, será importando conforme a avaliação de mercado. Essa cota ainda poderá ser elevada, se for necessário, assegurou o ministro.

Fávaro explicou que a Conab só deverá revender o produto no mercado interno diretamente para pequenos mercados, nas periferias das cidades, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, para não afetar a relação dos produtores de arroz brasileiros com os atacadistas, que são seus principais clientes. Mais cedo, em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia antecipado a informação de que o país poderia ter que importar arroz e feijão. No entanto, segundo o ministro Fávaro, apenas a importação de arroz será necessária.

O Brasil produz cerca de 10,5 milhões de toneladas de arroz, sendo que entre 7 e 8 milhões vêm de produtores gaúchos. O consumo interno anual, de 12 milhões de toneladas, supera a produção nacional, e o país já costuma importar o grão todos os anos.

Prorrogação de dívidas
O ministro Carlos Fávaro também informou ter se reunido, mais cedo, com representantes da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul e 123 sindicatos rurais para avaliar as demandas do setor frente ao desastre causado pelas chuvas no estado. O titular da pasta da Agricultura adiantou que, a pedido dos produtores, o governo deverá analisar o pedido de prorrogação imediata, por 90 dias, de todos os débitos do setor.

A prorrogação é do pagamento de parcelas de empréstimos e operações financeiras de custeio e investimentos, contratadas pelos produtores. A medida precisa de aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN), formado pelos ministérios da Fazenda, do Planejamento e pelo Banco Central. O órgão deverá realizar uma reunião extraordinária nos próximos dias para encaminhar o pleito dos produtores gaúchos.
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Comentários

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Observador de Farsantes

08 de maio, 2024 | 10:11

“Aos homens das horas: É bom lembrar que quem faz os preços dispararem, quando há falta ou redução de oferta de um determinado produto no mercado é o "Deus Mercado", que vocês tanto idolatram. É lei da oferta e da procura. É lei do Capital. É o que o prevê o liberalismo econômico. Estão reclamando de quê? Numa hora dessas, se o estado não mete a canetada, somente vocês, que certamente são remediados ou ricos, comem arroz.”

Marley

08 de maio, 2024 | 10:05

“Vai importar arroz para evitar a especulação . Parece uma piada de muito mal gosto , pois os preços de arroz e feijão nos supermercados já estam nas alturas .
E mais , já estam de olho na triste situação do estado do sul para meter mão em tudo que for possível . Desde os governantes até os comerciantes.
Paciência .!”

Homem de Segunda Hora

08 de maio, 2024 | 08:22

“Concordo com o comentário anterior, tudo é uma tentativa para enaltecer os amigos do rei, só sabem roubar e ferrar o povo brasileiro.”

Homem da Primeira Hora

08 de maio, 2024 | 06:05

“E incrível a retórica deste governo, e a fala da Marina Silva, sobre governo anterior, e um despreparo total, ações limitadas, daqui 30 dias, quem viver verá outra retórica por que o arroz é feijão estão tão caros.
Uma tremenda falta de visão, e bom para MST que vai vender seu arroz social 50,00.”

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