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08 de maio, de 2024 | 09:00

Corpo de Bombeiros orienta sobre ações para prevenção de incêndios

Divulgação CBMMG
O Corpo de Bombeiros esclarece que em muitos casos o fogo pode ser resultado de sobrecarga elétricaO Corpo de Bombeiros esclarece que em muitos casos o fogo pode ser resultado de sobrecarga elétrica

Problemas na rede elétrica são uma das causas na ocorrência de incêndios em edificações. O problema é recorrente em todo o país e no Vale do Aço, conforme dados do Corpo de Bombeiros. De janeiro de 2023 a maio de 2024, foram 188 incêndios em propriedades. Deste total, 126 foram em edificações residenciais, sendo 80% registrados em casas e 20% em apartamentos. A corporação aponta que, no mesmo período, foram registrados 62 incêndios em outros tipos de propriedades como comércios, oficinas e indústrias. Os incêndios podem ter diversas origens, seja em residência ou em edificação comercial. Algumas dicas de segurança são importantes para evitar esse tipo de sinistro.

O capitão do BM, Leonardo Deia Schirm, chefe da Seção de Planejamento, alerta que o primeiro cuidado que os proprietários ou responsáveis pela edificação devem ter é quanto à rede elétrica. "A rede deve ser adequadamente dimensionada para o uso específico da finalidade do imóvel. Por exemplo, se o imóvel foi projetado para ser uma residência, a rede elétrica não suportará se esse imóvel for adaptado para uso industrial ou até mesmo comercial", explica.

Sobrecarga elétrica
Ainda conforme o capitão, é comum as pessoas atribuírem os incêndios em construções a possíveis curtos-circuitos.

Entretanto, o fogo pode ser resultado de sobrecarga elétrica, podendo facilmente ocorrer em uma residência ou comércio quando vários aparelhos elétricos são ligados em uma única tomada. Um exemplo seria a ligação de uma geladeira, um forno micro-ondas e outros aparelhos, que demandam muita energia, em uma única tomada ou extensões adaptadas. "Essa prática, além de desaconselhada, é extremamente perigosa, pois irá gerar uma sobrecarga elétrica, com o aumento da temperatura dos fios e, consequentemente, resultar em um princípio de incêndio", reforça Leonardo.
Arquivo pessoal
O engenheiro de segurança, Eraldo Lacerda, reforça a importância de buscar orientação profissional para medidas de prevençãoO engenheiro de segurança, Eraldo Lacerda, reforça a importância de buscar orientação profissional para medidas de prevenção

O Corpo de Bombeiros também aconselha que produtos sujeitos à queima, como papéis e roupas, ou líquidos inflamáveis, sejam mantidos longe de fontes de calor e equipamentos elétricos, para não entrarem em ignição em situações de sobrecarga ou superaquecimentos destes aparelhos.

Botijão de gás
Outro cuidado importante apontado pela corporação é com relação ao botijão de gás ou sistema de gás encanado da edificação. A ligação tanto do sistema quanto do botijão é feita por meio de uma mangueira e de uma válvula de regulação de pressão. Esses dois dispositivos possuem data de validade e devem ser trocados a cada cinco anos para evitar possíveis vazamentos de gás liquefeito de petróleo (GLP).

Legislação estadual
As edificações de uso coletivo, como os prédios de apartamentos, galerias comerciais, lojas e as indústrias, precisam atender à legislação Estadual de Prevenção Contra Incêndio e Pânico. "Essas edificações deverão ter medidas preventivas para evitar a propagação das chamas no caso de um princípio de incêndio. As medidas básicas a serem instaladas são sinalização e iluminação de emergência e extintores. Para edificações de maior porte e maior complexidade de uso, precisam de medidas adicionais", complementa o capitão.

Todas as informações para regularização das edificações podem ser obtidas pelo site do Corpo de Bombeiros, na aba “projetos e prevenção contra incêndio”.

Apoio profissional
Arquivo pessoal
O capitão do BM, Leonardo Deia Schirm, fala sobre os cuidados com a rede elétricaO capitão do BM, Leonardo Deia Schirm, fala sobre os cuidados com a rede elétrica

Para a instalação de tais medidas de prevenção é necessário o apoio de um profissional habilitado, por meio de um projeto que será encaminhado ao Corpo de Bombeiros para análise e aprovação, para posterior instalação das medidas aprovadas e liberação do imóvel por meio da obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) ou do Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros (CLCB).

Instalações improvisadas para uso de aparelhos eletrônicos é outra situação de risco e muitas vezes ignorada em estabelecimentos comerciais. O engenheiro de segurança do trabalho e engenheiro industrial mecânico, Eraldo Lacerda Alves, atua com projetos para prevenção de incêndios. Ele ressalta a necessidade de um profissional com experiência na orientação de tais medidas. "Mas isso não deve ocorrer apenas dentro do período que o Corpo de Bombeiros exige, porque o AVCB é geralmente renovado a cada cinco anos, e na maioria das vezes as pessoas buscam orientação desse profissional somente nessas datas e nesse intervalo, pode haver um princípio de incêndio e se o sistema do estabelecimento não estiver operando corretamente, não será possível combater esse princípio de incêndio", esclarece.

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