16 de abril, de 2024 | 09:10
Monólogo em Libras que aborda inclusão social será apresentado em Coronel Fabriciano
Arquivo Pessoal
Ideia do monólogo surgiu após o artista ter uma experiência pessoal com uma criança surda
Por Matheus Valadares - Repórter Diário do Aço
Ideia do monólogo surgiu após o artista ter uma experiência pessoal com uma criança surdaNo próximo sábado (20), a Escola Municipal Vereador Nicanor Ataíde, no bairro Mangueiras, em Coronel Fabriciano, sediará o primeiro monólogo em Libras, intitulado de Som Silêncio”, idealizado e apresentado pelo ator, humorista, intérprete de Libras e técnico de enfermagem do trabalho, Athos Ramos.
O artista aponta que a peça tem o objetivo principal de abordar a inclusão social e passar informações, principalmente para as pessoas ouvintes. Vale ressaltar que o monólogo será feito todo em Libras, mas terá intérpretes para as pessoas não surdas. A entrada é gratuita, e o espetáculo ocorre a partir das 20h, com a entrada no local permitida uma hora antes. A previsão de duração é de 15 minutos.
O mais importante mesmo é que a gente possa passar essa informação através do monólogo e que vai fazer com que a pessoa reflita e como nós estamos vivendo, no formato de a gente não olhar só para o nosso mundo, mas também com o mundo que está ao nosso redor”, explicou Athos.
O ator expressou seu desejo de despertar o interesse pela arte nas pessoas surdas, para que elas possam ocupar espaços na cultura, além de incentivar os ouvintes a praticarem Libras.
Esse é o principal foco nosso, ter mais pessoas intérpretes, seria muito legal um mundo onde todos possam conversar com todos. E também fazer com que os surdos possam ocupar o seu espaço, também fazer teatro, monólogos, participar dessas leis de incentivos”, externou seu desejo.
Como surgiu o monólogo
Athos Ramos conta que a inspiração para o monólogo surgiu a partir de uma experiência pessoal que ele teve com uma criança surda, em um ambiente escolar.
O humorista havia realizado uma apresentação de stand-up em uma escola, e durante o intervalo percebeu o menino deslocado dos demais alunos.
Eu percebi que aquela criança estava sozinha, não tinha ninguém do seu lado. As outras crianças estavam correndo, brincando, e eu via que aquela pessoa estava isolada. Isso me apertou o coração, e como eu sou intérprete de Libras, me aproximei e conversei com ela. Fiz algumas piadas para ela, a interpretar algo que eu já tinha feito, e percebi que ela deu vários sorrisos e pensei que era preciso fazer algo para a gente incluir a sociedade nesse momento”, afirmou.
O artista vai entregar panfletos da peça durante a semana, nos bairros Mangueiras, Amaro Lanari, Santa Terezinha, Centro, e no distrito do Melo Viana.
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