15 de março, de 2024 | 07:30

Diretor do Procon de Ipatinga pontua as principais reclamações dos consumidores

Serviços prestados por instituições financeiras são os principais alvos de contestações

Divulgação
Por Matheus Valadares - Repórter Diário do Aço
O Dia Mundial do Consumidor, celebrado nesta sexta-feira, 15 de março, pode significar uma data que oferece promoções das mais diversas formas à população. No entanto, ainda não representa apenas motivo de compras baratas. Diariamente, o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) estadual e municipal recebe diversas reclamações, fruto de conflitos entre consumidores e fornecedores, em relação aos produtos e serviços ofertados.

Um balanço executado pelo Procon Assembleia, e divulgado nesta quarta-feira (14) durante audiência pública realizada pela Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), revela quais os setores que mais geram reclamações dos consumidores mineiros.

São eles: empréstimo consignado, cartão de crédito, agências de turismo/pacotes/hotéis/pousadas, combo (telefonia, tv por assinatura e internet), eletrodomésticos e eletroeletrônicos, telefonia celular, veículos (carros, motos, veículos automotores), empréstimo pessoal, vestuário (roupas, calçados, bolsas, acessórios) e telefonia fixa.

Arquivo Pessoal
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No Vale do Aço, a realidade não é muito diferente. O diretor do Procon de Ipatinga, Diego Castro, afirma que existe um rol de assuntos que são muito corriqueiros de reclamações na unidade, grande parte tem relação com as instituições financeiras.

“Eu posso dizer com segurança que os assuntos financeiros em geral são o principal foco de atuação do Procon. Isso se deve muito em razão das atividades massivas, atividades agressivas das instituições financeiras em fornecimento de empréstimos, cobranças indevidas de seguros e juros abusivos. Até mesmo na solução eventual de algum inadimplemento do consumidor, o tratamento do superendividamento, porque a empresa quer te emprestar dinheiro, principalmente para quem é aposentado, tem uma renda estável, mas a instituição financeira não está preocupada se vai prejudicar o necessário para sua subsistência. Eu te asseguro, com tranquilidade, que os principais temas são os assuntos financeiros em geral, cartão de crédito consignado, empréstimos excessivos, superendividamento”, afirmou ao Diário do Aço.

No contexto regional, os serviços de distribuição de energia e fornecimento de água e esgoto por parte das concessionárias responsáveis também são frutos de contestação.

“A gente também tem muita reclamação de água e esgoto. Muita reclamação acerca de planos odontológicos, embora muitos deles acabam sendo remetidos pela Justiça, porque depende de perícia, uma dilação probatória maior, mas também existem muitas reclamações. E tem outros temas, como combustíveis, produtos defeituosos, falha em demais prestações de serviços, entre outros”, continuou.

Cuidado nas compras
Com o advento da internet, é natural que as pessoas realizem compras tanto de forma física quanto on-line. Além disso, devido ao Dia do Consumidor, os fornecedores preparam ofertas especiais para o público. Diego Castro elencou algumas dicas para que o consumidor aproveite seu dia sem cair em golpes. Uma delas é não realizar compras com ansiedade de aproveitar ofertas com preços muitas vezes irreais.

“Evitar esses links com promoções absurdas que você certamente vai ver no Facebook, Instagram, no Google ou em qualquer mídia social. Precisa ter muito cuidado. As relações consumeristas têm que ser praticadas com cuidado. Vai fazer uma compra? Compra devagar! Vê se o site tá certinho, vê se o boleto está no nome do fornecedor, no Pix também tem que conferir o nome do fornecedor. Evite praticar atos de consumo com ansiedade”, alerta.

O diretor do Procon Ipatinga também pontua sobre a necessidade de estar atento aos links e pedidos de estranhos por meio das mídias sociais. “Cada dia que passa, os golpistas estão com dinâmicas absurdas. A primeira coisa em relação ao consumo é ter muito cuidado, não clicar em link suspeitos, não atender desconhecidos e ficar respondendo longas perguntas pelo telefone, em hipótese alguma enviar documentos ou dados pessoais para desconhecidos, seja via WhatsApp ou demais aplicativos”, finaliza.

Onde o Procon funciona
O Procon Ipatinga funciona na sede da Uai (Unidade de Atendimento Integrado), na avenida Macapá, 665, bairro Veneza, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Os agendamentos podem ser realizados pelo site www.mg.gov.br.
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Comentários

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Célio Cunha

15 de março, 2024 | 11:38

“Bom dia! É verdade que o dia 15 de março, Dia Mundial do Consumidor, nos convida a refletir sobre a importância de defendermos nossos direitos e combatermos as fraudes e desrespeitos que tanto nos afetam.

Concordo plenamente com seu ponto de vista. A pesquisa e classificação das reclamações nos órgãos de defesa do consumidor, embora importantes, nem sempre refletem a realidade brasileira.

Embora os empréstimos consignados e cartões de crédito figurem entre os campeões de reclamações, é inegável que a telefonia e as agências de turismo lideram em termos de péssima prestação de serviços. A quantidade de problemas enfrentados pelos consumidores nesses setores é assustadora e exige medidas mais contundentes.

No caso da telefonia, as falhas constantes, a má qualidade do sinal, a cobrança indevida de tarifas e a dificuldade em obter suporte técnico são apenas alguns dos exemplos de descaso com os consumidores. Já as agências de turismo, frequentemente, se envolvem em casos de propaganda enganosa, cancelamentos de voos e reservas sem aviso prévio, e falta de assistência aos viajantes.

É lamentável que, mesmo diante de tantos problemas, as empresas continuem a se safar, sem sofrer punições severas que as obriguem a melhorar seus serviços. As leis existentes para proteger os consumidores são insuficientes e a fiscalização é falha, permitindo que as empresas continuem agindo com impunidade.

É fundamental que o governo e os órgãos de defesa do consumidor tomem medidas mais eficazes para combater esse cenário de desrespeito e abuso. Precisamos de leis mais rigorosas, fiscalização mais eficiente e punições exemplares para as empresas que insistem em lesar os direitos dos consumidores.

Enquanto isso, cabe a nós, consumidores, nos conscientizarmos sobre nossos direitos e buscarmos todas as ferramentas disponíveis para nos defender. Devemos reclamar sempre que nossos direitos forem violados, seja nas empresas, nos órgãos de defesa do consumidor ou nas redes sociais.”

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