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Membros da comitiva do Movimento Pró-Vidas da BR-381 nas reuniões em Brasília
Lideranças do Movimento Pró-Vidas da BR-381 se reuniram novamente com representantes do governo federal em Brasília, nesta semana, para acompanhar e cobrar o cumprimento da promessa de destinação de recursos da União para viabilizar a conclusão e concessão da duplicação da rodovia. O grupo solicitou que a duplicação do trecho de Belo Horizonte a Caeté tenha início pelo município de Caeté, para que não seja necessário esperar pelo processo de desapropriações do anel rodoviário da capital.
A expectativa é que o edital de licitação para o projeto e início das obras seja publicado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em abril deste ano, conforme divulgou o governo federal no início de fevereiro, durante comitiva em Belo Horizonte. O investimento público deve trazer uma solução mais rápida para os problemas da rodovia, além de aumentar a atratividade do ativo federal, que deve ir a leilão neste ano, podendo injetar R$ 10 bilhões em obras e serviços operacionais ao longo da BR.
No fim de 2023, o grupo Movimento Pró-Vidas da BR-381 esteve na capital federal representando 28 prefeitos, além de presidentes de Câmaras Municipais, Associações de Municípios e outras entidades da região do Rio Doce, Vale do Aço, Médio Piracicaba e grande BH, para reivindicar ações em relação a Duplicação da BR-381.
Umas das reivindicações é para solucionar o gargalo da saída de Belo Horizonte e fazer alterações no edital de concessão da rodovia, que por três vezes não atraiu interessados no leilão de concessão. Em visita a Minas Gerais, no início de fevereiro, o ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou que o governo irá fazer, via Dnit, a duplicação do trecho da capital a Caeté, o que vai resolver a questão do gargalo, independentemente da concessão.
"Solicitamos ao diretor-geral, que, tendo em vista que nas redondezas da capital as obras sofreram atraso devido às desapropriações, pedimos que começasse as obras partir de Caeté, para que possamos ter um trecho duplicado o mais rápido possível, compensando o atraso natural que acontece na chegada e saída de Belo Horizonte", pontuou Clésio Gonçalves.
Trechos da duplicaçãoDesta forma, a duplicação agora está dividida em dois trechos: Caeté a Belo Horizonte, com cerca de 34 quilômetros e que será executada e paga pela União. E o outro trecho de Caeté a Governador Valadares, representando a maior parte, na qual o governo espera repassar para a iniciativa privada, que será responsável pela duplicação e gestão.
Para o líder do movimento, Clésio Gonçalves, ao assumir BH/Caeté, o governo vai viabilizar o interesse de empresas na concessão, pois se trata do trecho mais complexo e oneroso da privatização.
Edital de concessãoEm reunião no Tribunal de Contas da União (TCU), com o ministro Antonio Anastasia e Laura Ávila, auditora chefe da pasta, o movimento apurou que ainda não há um novo edital para a concessão da BR-381, que agora será de Caeté a Governador Valadares. A previsão é que um novo edital, já com as alterações do trecho, fique pronto partir deste mês de março.
DesapropriaçõesEm relação às desapropriações no entorno do Anel Rodoviário do Belo Horizonte, considerada a parte mais crítica da duplicação, Clésio Gonçalves afirma que os prefeitos dos municípios envolvidos deverão dar o suporte ao Dnit, para agilizar ao máximo as questões burocráticas, localização das áreas, projetos habitacionais e de reassentamento destas famílias.
Ainda conforme Clésio, o movimento também vai pedir à Justiça Federal, responsável pelas questões de desapropriações da BR-381, para avaliar o que pode ser feito para agilizar todos os procedimentos burocráticos. Em sua totalidade, a área ocupada foi toda invadida. "Claro que tem toda uma tramitação jurídica, temos que respeitar, mas nós não podemos deixar demorar não, ou tira os moradores e depois ocorre novas ocupações. É preciso ter o máximo de competência possível, porque o interesse é nosso, de todos nós que trafegamos pela 381, duplicar uma estrada que é fundamental para todos os mineiros”, afirmou Clésio Gonçalves.