27 de fevereiro, de 2024 | 13:00

Mobilidade urbana no Vale do Aço será discutida na 7ª Conferência Metropolitana

Mauro Guimarães, diretor-geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Aço, garantiu que o assunto será tratado

Por Matheus Valadares - Repórter Diário do Aço

Na manhã desta terça-feira (27), o diretor-geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Aço (ARMVA), Mauro Guimarães, concedeu entrevista coletiva de imprensa para mostrar os principais números alcançados pela autarquia estadual e os projetos que estão em desenvolvimento, entre eles, um plano de mobilidade urbana que será discutido em maio.

Matheus Valadares
Mauro Guimarães, diretor-geral da ARMVA, apresentou os projetos desenvolvidos pela autarquiaMauro Guimarães, diretor-geral da ARMVA, apresentou os projetos desenvolvidos pela autarquia


Durante o evento, foi apresentado às Gerências de Regulação da Expansão Urbana (GREU), de Regularização Fundiária (GRF) e de de Planejamento Metropolitano (GPM) e seus respectivos trabalhos desenvolvidos ao longo do ano.

REURB
Mauro Guimarães fez questão de evidenciar o trabalho feito pela ARMVA no âmbito da regularização fundiária urbana. Conforme dados apresentados, as áreas regularizadas pela autarquia abrange 9 municípios da região de 2018 a 2023, sendo ao todo 93 lotes em Mesquita, 124 lotes em Antônio Dias, 628 lotes em Jaguaraçu, 48 lotes em São José do Goiabal, 215 lotes em Pingo-d’Água, 264 lotes em Timóteo, 500 lotes em Entre Folhas, 595 lotes em Iapu e 876 lotes em Ipaba.

Matheus Valadares
Dados do REURB apresentados no eventoDados do REURB apresentados no evento


“O REURB, para mim é o carro chefe aqui da agência de desenvolvimento. Ele é extremamente importante, não só na questão econômica da valorização do imóvel, mas sobretudo na parte social. Eu tenho participado de várias entregas de títulos de organização fundiária e as pessoas que recebem aquilo é como se fosse um prêmio para elas. Ser dono do próprio negócio é uma coisa fantástica. A nossa meta deste ano é a entrega de mais de 7 mil títulos de organização. É um recorde absoluto da agência e vamos trabalhar para ampliar mais isso ainda”, afirmou Mauro.

Estão ainda em processo de registro: 172 lotes em Braúnas, 594 lotes em Ipatinga, 640 lotes em Ipaba e 1.219 lotes em Periquito.

Setor de Turismo
Mauro fez questão de destacar o potencial turístico do Vale do Aço e seu colar metropolitano, e a possibilidade de fomentar a economia criativa na região, assim como tem sido feito no restante do estado mineiro.

“Nós temos uma potencialidade enorme aqui, nós temos um diamante, que é o Parque Estadual do Rio Doce (PERD), e ele está precisando ser esculpido. Então a gente está transformando toda a oportunidade que a gente tem em divulgação daquilo que a gente tem de melhor aqui no Vale. Por exemplo, na feira da Usipa do ano passado, nós tivemos uma estande voltado para o desenvolvimento do turismo regional, e foi fantástico, tivemos uma resposta extremamente positiva do nosso estande”, relembrou o diretor-geral.

Atualmente, a ARMVA participa do desenvolvimento de alguns projetos turísticos no Vale do Aço,tais como: Vales dos Tropeiros Cicloturismo (está em processo de implementação), Ipatinga Rural Roteiro Turístico, Rota do Mutum e Feira do Turismo Regional. Também foi adiantado que em breve será lançado um roteiro turístico voltado para a Serra do Cocais, em Coronel Fabriciano.

Mobilidade urbana será discutida
Um dos principais gargalos da Região Metropolitana do Vale do Aço é o setor de mobilidade urbana. Além de gerar atrasos e desgaste, um trânsito desordeiro acarreta em acidentes e fatalidades.

Mauro garantiu que essa pauta será tratada junto aos municípios durante a 7ª Conferência Metropolitana, que está prevista para ocorrer no dia 17 de maio, na Fiemg Vale do Aço.

“Nós estamos começando um plano de mobilidade urbana, que a gente precisa discutir essa questão. Inclusive, é a pauta da nossa conferência metropolitana”, adiantou.

Levantamento de proteção do aeroporto
Entre os demais projetos apontados durante a coletiva, Mauro fez questão de enfatizar o levantamento que está sendo realizado na área próxima ao Aeroporto do Vale do Aço, em Santana do Paraíso.

A pesquisa abrange aproximadamente 117 km² no entorno do aeródromo e tem como finalidade a identificação precisa de obstáculos naturais e antrópicos com potencial para interferir no funcionamento do aeródromo, de modo a orientar adequadamente as medidas a serem adotadas no planejamento urbano regional.

“Tudo aquilo que possa prejudicar o pouso e a decolagem de avião, se você levantar um poste errado, em um lugar errado, inviabiliza isso, você tem que parar o aeroporto. Nós temos um plano diretor fantástico, que hoje a outorga passou do Governo do Estado para o Governo Federal, que através deste plano diretor já anunciou várias ampliações e reformas dentro do aeroporto, a gente fica extremamente feliz com isso”, concluiu o diretor-geral da agência.
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Comentários

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Falo Mesmo

27 de fevereiro, 2024 | 20:25

“Essa ARMVA é igual maminha de homem. Só ocupa lugar. O salário de uma dezena de servidores lotados na SEPLAG-MG é um acinte. Um cabidadaço de emprego. Haja imposto para bancar um Estado paquidérmico desses.”

Pablo

27 de fevereiro, 2024 | 13:17

“O lugar mais longe que o último secretário de turismo de Ipatinga já foi, foi Guarapari.
Pra mudar trânsito, turismo, ocupação urbana, precisa de conhecimento, de ousadia... Realizar políticas públicas que realmente façam diferença pra população. Pra isso, precisa buscar investimentos, financiamentos, parcerias, conhecer modelos que deram certo em outros lugares no mundo. O resto é só balela...”

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