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As regionais de Saúde de BH e Coronel Fabriciano irão receber as vacinas
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou em nota enviada ao Diário do Aço, que recebeu, nesta quinta-feira (22), 78.790 doses da vacina Qdenga, para serem utilizadas na imunização contra a dengue. Segundo informações do Ministério da Saúde (MS), neste primeiro momento, o imunizante será utilizado no público de 10 e 11 anos.
A SES-MG planeja uma distribuição rápida das vacinas para os municípios aptos a receberem, conforme lista divulgada pelo MS. No entanto, um prazo ainda não foi estipulado.
“Tão logo sejam recebidas as doses na Central Estadual da Rede de Frio, a SES-MG fará a distribuição e logística da vacina às Unidades Regionais de Saúde de Belo Horizonte e Coronel Fabriciano/Timóteo. O horário ainda não está confirmado”. Informou a nota enviada ao Diário do Aço.
Municípios que receberão as dosesO MS elencou o total de 22 municípios mineiros aptos a receberem os imunizantes, sendo que nove são da região de Saúde de Coronel Fabriciano/Timóteo: Coronel Fabriciano, Timóteo, Pingo-d'Água, Antônio Dias, Marliéria, Santa Maria de Itabira, Jaguaraçu, Dionísio e Córrego Novo. Outros 13 pertencem à região de Saúde de Belo Horizonte/Nova Lima: Belo Horizonte, Ribeirão das Neves, Sabará, Santa Luzia, Nova Lima, Caeté, Rio Acima, Jaboticatubas, Raposos, Belo Vale, Moeda, Nova União e Taquaraçu de Minas.
Critério para a distribuição de vacinasAs regiões selecionadas atendem a três critérios: são formadas por municípios de grande porte, com mais de 100 mil habitantes; registram alta transmissão de dengue no período 2023-2024; e têm maior predominância do sorotipo DENV-2. Conforme a lista, 16 estados e o Distrito Federal têm cidades que preenchem os requisitos, porém, dos seis municípios selecionados no Vale do Aço, apenas Fabriciano tem mais de 100 mil habitantes.
Esquema vacinalO esquema vacinal será composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público. A Qdenga, produzida pelo laboratório Takeda, foi incorporada ao SUS em dezembro do ano passado, após análise da Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec).