17 de fevereiro, de 2024 | 09:00

Empresa de Ipatinga especializou-se em reciclagem de lixo eletrônico

Anderson Figueiredo
Os interessados em atuar nessa ação podem tanto doar quanto vender os materiais que não apresentam mais utilidadeOs interessados em atuar nessa ação podem tanto doar quanto vender os materiais que não apresentam mais utilidade
Isabelly Quintão - Repórter Diário do Aço
A BioVale Reciclagem de Eletrônicos faz o descarte correto de lixo eletrônico e a ação também evita a proliferação de arboviroses (doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti). Além desse material, a empresa também recolhe resíduos sólidos, dentre eles, plástico, alumínio, ferro velho e papel, pois também atua no setor de reciclagem.

É possível levar os materiais para a avenida Sanitária, número 2.311, no bairro Limoeiro, em Ipatinga, onde está localizada a sede da empresa. O serviço está disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, e das 14h até as 17h. Para mais informações, é possível acessar o Instagram da empresa.

Caso seja necessário, em situações em que há um grande volume de itens a serem descartados, a BioVale também trabalha com um caminhão para fazer a coleta nas empresas interessadas em fazer o descarte. O lixo eletrônico não é recolhido pela limpeza urbana convencional e o descarte irregular de equipamentos inservíveis em vias públicas pode gerar multa.

Embora a empresa esteja localizada no município de Ipatinga, toda a Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) pode ser atendida. Conforme os administradores, há empresas que trazem materiais de Iapu, Santana do Paraíso, Timóteo e Coronel Fabriciano.

Os interessados em atuar nessa ação podem tanto doar quanto vender os materiais que não apresentam mais utilidade. Os itens que ainda estão em bom estado de funcionamento podem ser revendidos.
Anderson Figueiredo
Os materiais podem ser levados até a avenida Sanitária, número 2.311, no bairro Limoeiro, em Ipatinga, onde está localizada a sede Os materiais podem ser levados até a avenida Sanitária, número 2.311, no bairro Limoeiro, em Ipatinga, onde está localizada a sede

Serviço
O sócio-proprietário da BioVale, Felipe Denúbila Almeida, conta em entrevista ao Diário do Aço que as empresas da região que forem solicitar o recolhimento do lixo eletrônico, devem enviar uma foto ou vídeo da quantidade de material. “Essas fotos e vídeos são enviados para a gente ter uma noção do volume. Feito isso, a gente passa a agendar um dia para poder estar recolhendo esse material. São empresas que se preocupam com o meio ambiente e que querem descartar esse material de forma correta”, explicou.

Além disso, Felipe também enfatiza que todo esse processo é gratuito e, independentemente da quantidade de material, não há custos. “Não há custo para a empresa e nem para a pessoa física. Esse material chega na nossa empresa, passa por um processo de estocagem e posteriormente vai ser desmontado e segregado. Nós separamos todos os componentes que tem nos materiais, como plástico, alumínio, cobre e placa eletrônica”, pontuou.

Felipe acrescenta que alguns materiais ficam pela região, enquanto outros vão para fora. “Os materiais que vão para fora são placas, carcaças que sobram, que é o que a gente chama de pós-garimpo, aquele material que sobra ali do inservível eletrônico, eles vão para Vitória (ES), em uma empresa parceira. E de Vitória, são destinados para fora do país, para a China”.

Anderson Figueiredo
Caso haja uma grande quantidade de material a ser descartado, a BioVale se desloca até o local necessário para fazer a coletaCaso haja uma grande quantidade de material a ser descartado, a BioVale se desloca até o local necessário para fazer a coleta

Importância no combate às arboviroses
Felipe alerta que o trabalho é necessário, visto que todos os materiais eletrônicos contêm chumbo, metais pesados e mercúrio. “Esse tipo de material não pode ser soterrado. Então, se ele for destinado de forma irregular e soterrado, acaba se misturando com o solo e atingindo um lençol freático, o que causa uma poluição muito grande. Logo, trata-se de um material que de forma alguma pode ser jogado no meio ambiente, causando um estrago muito grande”, alertou.

Ele ainda destaca que a iniciativa é fundamental para o período de alta manifestação de dengue e chikungunya. “Todo tipo de material eletrônico vira um reservatório. Por exemplo, quando chove, a água consegue entrar em uma televisão, mas não consegue sair com facilidade. Então, vai sempre acumulando. Portanto, se você descartar incorretamente uma impressora, televisões ou qualquer tipo de material eletrônico, ele vai ficar no meio ambiente e com a chuva, vai acumular água. Hoje, o mosquito vai usar onde tem o acúmulo de água, seja água parada ou água corrente”, concluiu.


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Comentários

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Valrizan

18 de fevereiro, 2024 | 08:05

“Moro em Manaus-am
Posso extrair 1tonelada mensal”

Tomate

17 de fevereiro, 2024 | 16:18

“O lixo eletrônico para quem não sabe ou simplesmente não tem noção e na verdade uma mina de ouro e um dos lixos más ricos do mundo se encontra de quase tudo nele claro que não mão de quem tem conhecimento dependendo da sucata eletrônica você pode ganhar muitos mil reais por semana claro que vai dá quantidade e de saber estrair contém muito ouro nas placas entre outros derivados.”

Viewer

17 de fevereiro, 2024 | 13:51

“Isso é o que a iniciativa privada realmente produz de bo para benefício de toda a sociedade, sem depender de governo para prosperar e lucrar.”

Felipe

17 de fevereiro, 2024 | 13:08

“Esqueceu de pontuar na reciclagem de placas eletrônicas os componentes de prata e estágio, inclusive muito lucrativo .”

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