11 de fevereiro, de 2024 | 06:00

Hora de definições

Fernando Rocha

O Campeonato Mineiro chegou à metade da fase de classificação, ao que tudo indica, com a mesma tendência dos anos anteriores, onde a discussão é qual time do interior vai se sobressair e ficar entre os quatro primeiros, compondo a semifinal ao lado do trio da capital.

Quanto ao Ipatinga, pensar em classificação para decidir o título é muita areia para o seu caminhão. Mas ficar entre o 5º e 8º lugares, conquistando vaga para disputar o Troféu Inconfidência é perfeitamente possível.

Para alcançar este objetivo, precisa fazer 11 pontos. Então, será fundamental conseguir ao menos um ponto nesta quarta-feira, diante do Patrocinense, para, nos dois jogos seguintes que fará no Ipatingão, vencer Uberlandia e Democrata, alcançando assim o objetivo.

Outro atrativo da disputa é saber quais os dois times serão rebaixados, neste caso com um toque de crueldade do regulamento, que prevê um “torneio da morte” entre os três piores colocados, onde apenas um escapa da degola.
O América fez, até agora, a melhor campanha entre todos os participantes, mas supera o Cruzeiro apenas pelo saldo de gols, o que valoriza ainda mais o clássico entre dois, na próxima quinta-feira, no Mineirão.

As próximas rodadas vão dizer quem é quem, mas o capítulo final já está escrito, pois não há dúvida que um dos três “grandes” da capital levantará a taça de campeão.

Para refletir
Paparicado, cercado de “parças”, acostumado ao ambiente dos melhores estádios e gramados do mundo, protagonista de contratos que lhe renderam milhões de euros durante sua vitoriosa e longeva carreira, Daniel Alves chegou ao fundo do poço.

Julgado na Espanha, depois de um ano na cadeia, sua imagem deprimente, sentado no banco dos réus, rodou o mundo e cabe profundas reflexões.

Em primeiro lugar, porque a apuração do crime, a sua prisão e sua provável condenação acontecem na Espanha, onde, ao contrário do nosso país, a lei é cumprida, independentemente se o acusado é pobre, rico ou famoso.

Em seu depoimento, o ex-jogador chorou, afirmou que estava embriagado, disse ainda que dançou sensualmente com a mulher que o acusa, e que só mentiu sobre a relação sexual supostamente consentida para "não pegar mal" com sua esposa.

Disse também ter perdido todos os seus contratos e ter "apenas" 50 mil euros na conta.

Que sirva de exemplo, sobretudo, aos homens mais poderosos, ricos, que se acham acima da lei e da ordem, para que saibam das consequências e que nem sempre sairão impunes.

FIM DE PAPO

A sentença com a condenação ou absolvição de Daniel Alves sai dentro de dez ou quinze dias. A defesa sugeriu o pagamento de multa no valor de 50 mil euros e um ano de prisão. A previsão feita por especialistas é de uma multa superior a 1 milhão de euros e prisão de 9 a 12 anos. Enquanto isso, outro ex-jogador, Robinho, condenado por estupro na Itália, vale-se da impunidade reinante aqui nos nossos grotões e segue a sua rotina de jogar futvôlei na praia de Santos-SP, na companhia dos “parças”.

Lamentável tudo isso, principalmente em se tratando de alguém que foi ídolo de milhões de pessoas e nos deu alegrias vestindo a camisa da seleção brasileira. Mas, ao que parece, ao invés de servir como alerta, Alves tem a complacência de seus “parças”, jogadores e técnicos, apesar das provas robustas apresentadas no julgamento contra ele. Neymar lhe ofereceu dinheiro para bancar despesas com advogados e, pasmem, Tite disse que “transcende o futebol de tão bom que é…”.

O Atlético está perdendo o diretor de futebol Rodrigo Caetano, que deve ir mesmo para a seleção brasileira. O substituto pode ser o “prata da casa”, ex-goleiro Victor Bagy, que desde a aposentadoria ocorrida há três anos exerce a função de gerente de futebol, lado a lado com Caetano. Victor é formado em Educação Física e fez vários cursos de capacitação na área de gestão esportiva, além de sua proximidade com todos os atores principais da SAF atleticana. Seja quem for o escolhido, terá de resolver logo de cara alguns casos de jogadores que estão encostados no elenco e só dão prejuízos ao clube, casos de Alan Kardec, Patrick e Vargas. Menos mal que Pedrinho já acertou seu retorno ao futebol da Rússia.

Sobre minhas impressões a respeito da Arena MRV, onde assisti o clássico na semana passada, ficou faltando uma observação sobre a internet “wi-fi”, que tornaria a casa do Galo a “mais moderna” do país. Nada disso vem acontecendo, pois o torcedor e os profissionais da imprensa que dependem deste serviço, além de não conseguirem se conectar pela rede local, ainda ficam privados dos sinais das outras operadoras, algo muito parecido com o que acontece no Mineirão. Este é um problema técnico que já poderia ter sido solucionado. Prometeu tem de cumprir. (Fecha o pano!)

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