02 de fevereiro, de 2024 | 08:14

Ex-presidente Adílio fala sobre situação do Saci

Arquivo DA
Adílio Coelho comandou o Social no fim dos anos 1990 e agora deseja novos nomes na direçãoAdílio Coelho comandou o Social no fim dos anos 1990 e agora deseja novos nomes na direção

Presidente do clube entre 1994 e 2000, nos chamados anos de ouro do Social (o Saci foi o terceiro colocado no Campeonato Mineiro de 1997), Adílio Coelho, 79 anos, foi ouvido pelo Diário do Aço sobre a atual situação da agremiação.

O ex-presidente afirmou ser contra o retorno de Francisco Simões ao cargo, não por algum motivo pessoal, mas sim por entender que se trata de uma ilegalidade. Adílio Coelho defende a realização de uma auditoria nas contas do clube nos últimos anos, a constituição de uma equipe de transição e convocação de uma nova eleição num prazo de 90 dias. Afirma que estará na assembleia do próximo domingo, para acompanhar o desenrolar dos fatos. Lamenta, ainda, que o clube esteja em “total abandono”.

“Moradia do Drácula”
Adílio afirma que é muito triste a situação do estádio Louis Ensch, o grande patrimônio do Social, de um valor incalculável. “O nosso Louisão hoje parece moradia do Drácula, completamente abandonado e descuidado. Sistema de iluminação não existe mais, o laudo do Corpo de Bombeiros está vencido há anos e nada foi feito para atualizá-lo. O Conselho Deliberativo está irregular, o que permitiu ao então presidente a construção de uma praça de esportes e um bar no terreno do clube, com um contrato de arrendamento desta obra para ele mesmo, por longos e longos anos”, disse.

Afirma, ainda, não ter nada contra o ex-presidente Francisco Simões, apenas opina sobre a realidade do Social na condição de ex-presidente, torcedor e colaborador por décadas. “Apenas digo que a gestão dele à frente do clube foi uma tragédia, se indispondo com os poderes públicos e vários setores da comunidade, gerando antipatia a um clube tão querido e símbolo de Coronel Fabriciano e por isso seria uma falta de respeito à instituição recolocá-lo no cargo, além de ser ilegal; o momento dele, que foi péssimo, já passou”, pontuou.

Sugestões
De acordo com Adílio Coelho, o Conselho Deliberativo deveria tomar a iniciativa de, imediatamente, assumir o controle do clube, buscar a apresentação de um balanço financeiro contábil, extratos da conta corrente. “O clube está sem presidente, sem diretor, sem tesoureiro, sem um Conselho Deliberativo ou Conselho Fiscal atuantes, um verdadeiro samba do crioulo doido. O Conselho Deliberativo, por exemplo, ao longo dos últimos anos, ninguém sabia quem estava dentro ou fora; consta que seriam seus integrantes inquilinos do Social, administrador dos alugueis dos imóveis no entorno do estádio, funcionários, aparentados e outras aberrações sem conhecimento do público. Além disso, figuras históricas, que contribuíram para a existência até dos dias atuais do Social, foram excluídas do Conselho sem terem sido formalmente comunicadas, e por aí vai”, afirmou o ex-presidente do Saci.

Nomes novos
Adílio Coelho informa, ainda, que o clube precisa de dirigentes da nova geração, que busquem, entretanto, apoio e sugestões dos antigos dirigentes. “Meu tempo já passou, não tenho mais pretensão de assumir o comando do clube e nem saúde tenho para tal. Penso que é necessário sangue novo, gente que tenha compromisso com o clube e prestígio na comunidade para buscar patrocínios, parcerias que viabilizem a manutenção do departamento de futebol. Aliás, o futebol do Social deveria recomeçar pelas categorias de base, formando alguns novos nomes para, no futuro, contribuírem com o elenco profissional”.

Diz o ex-presidente que os alugueis no entorno do Louis Ensch não podem servir como fonte única para custear o futebol. “Aquilo lá dá para pagar parte, sim, apenas uma parte das despesas do futebol. O restante você consegue na comunidade e com apoio do poder público, conforme sempre ocorreu e a cidade nunca deixou de contribuir. A questão é gestão, uma administração de gente que não envolva a agremiação com política partidária e que respeite as pessoas, principalmente a história das pessoas”, disse ao Diário do Aço Adílio Coelho.

Ipatinga Futebol Clube
O ex-dirigente afirma também que participou ativamente da fundação do Ipatinga Futebol Clube, tendo participado das conversas neste sentido junto ao ex-presidente da Usiminas, Rinaldo Campos Soares (já falecido), num almoço em Belo Horizonte. Afirma que, no primeiro ano do Tigre, emprestou gratuitamente diversos jogadores para que ele disputasse a divisão de acesso do Campeonato Mineiro de 1998. “Até o ônibus do Social com a nossa logomarca circulou um certo tempo carregando a delegação do Ipatinga para os treinamentos”, comenta.

“E o Ipatinga foi longe no cenário nacional, porém foi ao fundo do poço também por razões administrativas que não cabe a mim ficar falando, porque todos já sabem do que ocorreu nos bastidores ao longo dos anos”.

Adílio diz também que era a favor de se criar um só time de abrangência regional, uma única equipe profissional do Vale do Aço. “Não sou bairrista, mas foi só uma ideia que foi sepultada por outros interesses e hoje este desejo é nada mais do que um sonho”, concluiu.

Social: o drama de um clube sem presidente, sem diretoria e com o patrimônio descuidado

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Comentários

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Petarca

02 de fevereiro, 2024 | 12:20

“Adílio Coelho foi o grande responsável pela derrocada do Social quando trouxe o Itair Machado pra cá e ele se locupletou do Saci e fez um Bingo que endividou o Social !
Não serve de base pra nada!
Quanto ao Ex Prefeito Chico Doido ele tem até musiquinha:
"Au,au,au,o Chico é animal,quebrou a Prefeitura,fechou o Hospital e acabou com o.Social”

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