16 de janeiro, de 2024 | 15:45
Em Ipatinga, 80% dos focos do mosquito da dengue estão dentro dos domicílios
Depois das chuvas intensas que assolaram diversas cidades brasileiras no fim do ano passado e início deste ano, seguindo-se dias de sol e tempo mais estável, a infestação de larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor das arboviroses, cresceu em estados como Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Distrito Federal. No município de Ipatinga, segundo o último Levantamento de Índice Rápido de Aedes Aegypti (LIRAa), a situação não é diferente e o grau de infestação levantado foi de 7,4%, divulgou a administração pública nesta terça-feira (16).
No LIRAa de janeiro, foram visitados mais de 4 mil imóveis em uma semana, apurando-se uma infestação de 7,4%. O LIRAa anterior, medido em novembro do ano passado, foi de 3,6%. A infestação acima de 4% já sinaliza alto risco de transmissão.
Combate intensivo
O Executivo decretou na semana passada situação de emergência no município. Um efetivo, com mais de 250 servidores, está em ação para limpar a cidade de tudo que possa armazenar água e servir como criadouro de larvas. O mutirão trabalha em várias frentes de limpeza de córregos e lotes vagos, visitas domiciliares e recolhimento de materiais inservíveis.
Situação por região
O novo LIRAa aponta os bairros com maior infestação: Bom Jardim, Ferroviários, Horto, região industrial e da Usipa - 12,8%; Veneza - 10,3%; Esperança e Ideal - 10%; Granjas Vagalume e Bethânia - 8,5%; Caravelas e Jardim Panorama - 8,2%; Cidade Nobre e Iguaçu - 7,2%; Limoeiro, Chácaras Madalena, Córrego Novo, Barra Alegre e Chácaras Oliveira - 7,1%; Imbaúbas, Bom Retiro, Bela Vista, Bairro das Águas, Cariru, Castelo, Vila Ipanema, Centro, Novo Cruzeiro, Parque Ipanema - 5,6%; Vila Celeste - 5,5%; Tiradentes e Canaã - 3,6%; Canaãzinho e Vila Militar - 2,1%.
O fumacê e as ações do mutirão estão focados nas áreas com maior perigo de transmissão.
Criadouros mais encontrados
Depósitos Móveis (vasos/frascos, pratos, bebedouros) 37,6%; Lixo (recipientes plásticos, garrafas, latas, sucatas em ferro velho) 29,8%; Depósitos nível do solo (barril, tinta, tambor, tanque, poço) 12%; Depósitos Fixos (borracharias, calhas, lajes) 10,2%; Pneus e outros materiais rodantes (passíveis de remoção) 7,6%; Depósitos Naturais 1,6%; Depósitos Elevados (caixas dágua) 1,3%.
Estrutura de atendimento
Para socorrer os pacientes e atender pessoas com possíveis sintomas, o governo municipal instalou a UPA Sentinela, anexa à UPA 24h. No local, que começa a funcionar nesta sexta-feira (19), serão atendidos pacientes com pulseiras verdes, a maioria com sintomas de arboviroses.
Outra medida adotada e que também passa a funcionar a partir desta sexta-feira (19) é uma unidade de referência para o atendimento para as arboviroses, no caso a UBS do bairro Cidade Nobre, que funcionará 12 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive aos domingos. A Unidade de referência possuirá médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. As duas unidades direcionadas ao atendimento das arboviroses têm capacidade para atender em média 140 pessoas/dia. Todas as outras Unidades Básicas de Saúde continuam com os atendimentos normais.
A Secretaria Municipal de Saúde salienta que Ipatinga é referência em Saúde na microrregião e recebe pacientes de 13 municípios. Assim, com o aumento das arboviroses, o número de casos vindos de outras cidades também aumentou e acaba sobrecarregando o sistema de saúde local. Por isso, é essencial que os municípios vizinhos também intensifiquem as ações de combate ao Aedes aegypti.
Ainda segundo a Secretaria de Saúde, de dezembro a janeiro, Ipatinga registrou cerca de 1.400 casos de dengue e chikungunya, sendo que até o momento não houve casos de zika.
O secretário Walisson Silva Medeiros acentua que o momento requer atenção redobrada de toda a população: Nós precisamos ressaltar que 80% dos focos de larvas foram encontrados dentro das residências. Então, é necessário que cada um faça sua parte, eliminando a água parada e não permitindo que os mosquitos se espalhem pela cidade”, reforçou.
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Marcio Alberto
17 de janeiro, 2024 | 11:16Os agentes da Prefeitura de Ipatinga sumirão nos últimos 3 anos a última visita feita aqui no Bom Jardim foi feita em outubro de 2023 , como sempre o poder publico colocando a culpa na população para esconder seus errros”
Jns
17 de janeiro, 2024 | 08:57Bromélias não constituem focos preferenciais do mosquito da dengue
Um estudo realizado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC) aponta que, em locais de interface entre o ambiente urbano e silvestre ? como parques e encostas de morros ?, as bromélias não possuem um papel importante na proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus da dengue.
Confira:
https://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=%20182&sid=32”
Jns
17 de janeiro, 2024 | 08:52BACTÉRIA WOLBACHIA
Freio biológico na ocorrência de arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti
O microrganismo Wolbachia,
quando presente no macho do mosquito Aedes aegypti, impede que os vírus da Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela urbana se desenvolvam dentro das fêmeas fecundadas por ele, resultando na diminuição da incidência destas arboviroses.
Este método autossustentável - a Wolbachia está presente naturalmente em outras espécies de artrópodes - torna a intervenção efetiva a longo prazo.
Com o tempo, a porcentagem de mosquitos que carregam a Wolbachia aumenta, até que permaneça estável sem a necessidade de liberar novos lotes de mosquitos modificados em laboratório.
O projeto é conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com financiamento do Ministério da Saúde, em parceria com os governos locais.
Vídeo:
https://youtu.be/dy5x9kPAuqE?si=0IVP836TDrXY9Bxg
Mais informações:
World Mosquito Program”
Célio Cunha
17 de janeiro, 2024 | 08:28Bom dia redator; Em primeiro lugar, é fundamental comunicar ao prefeito de "araque" que a presença de mosquitos ? não foi observada, não fui testemunha e tampouco vi qualquer propaganda a respeito. No entanto, é notório que a administração concentra-se majoritariamente nesse aspecto, enquanto negligencia ações essenciais, como a frequência das visitas dos agentes de combate às endemias nos últimos três anos. Sugeriria a implementação de medidas efetivas, tais como visitações educativas, distribuição/aplicação de herbicidas nas residências, que, lamentavelmente, a prefeitura não tem realizado. Antes de atribuir responsabilidades à população, seria prudente que sua excelência desempenhasse devidamente seu papel, abdicando de seu passatempo (as redes sociais) e focando em ações concretas, pois é para isso que foi eleito.”