19 de dezembro, de 2023 | 15:11

Entenda como as altas temperaturas podem impactar na saúde respiratória

Com as altas temperaturas e a chegada do verão, um novo alerta se faz presente: o impacto direto do clima na saúde respiratória. O alerta não é apenas em relação ao desconforto térmico, mas também sobre as consequências que o calor excessivo pode trazer para os pulmões e vias respiratórias.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o ano de 2023 já é considerado o mais quente do país em 174 anos de medições meteorológicas, com uma temperatura da superfície global 1,4°C acima da média de 1.900. Os meses de julho a novembro estão registrados como o período mais quente em Minas Gerias.

Diante desse contexto, é crucial reforçar as precauções preventivas durante períodos de calor extremo. Segundo o professor do curso de fisioterapia do Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais (Unileste), pós-graduado em Reabilitação Pulmonar e Fisioterapia Hospitalar, mestre Ruiter de Souza Faria, em momentos críticos de calor, a dificuldade respiratória e a falta de ar podem se intensificar por várias razões.

“O aumento das temperaturas pode resultar em níveis mais altos de poluentes atmosféricos, que, por sua vez, podem irritar as vias respiratórias e agravar sintomas respiratórios. Além disso, o calor extremo pode contribuir para o aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, como incêndios florestais, liberando poluentes adicionais. Mesmo pessoas sem histórico de problemas respiratórios podem sentir desconforto devido à exposição a esses fatores”, explica.

O fisioterapeuta ressalta que neste período a umidade do ar tende a diminuir. “A baixa umidade pode ressecar as vias aéreas, levando a irritações e desconforto nas mucosas do sistema respiratório. Isso pode aumentar a suscetibilidade a infecções respiratórias, uma vez que as membranas secas são menos eficazes na defesa contra organismos que possam produzir doenças”, pontua.

Medidas de Prevenção
Para manter uma boa saúde respiratória durante esse período, é importante adotar medidas proativas. Isso inclui manter-se hidratado e evitar exposição prolongada ao ar livre durante os picos de calor e poluição. “Recomenda-se o uso de filtros de ar em ambientes internos e, se possível, umidificadores para manter a umidade adequada. A limpeza diária de ventiladores e a manutenção de ar-condicionado também é fundamental. Além disso, a prática regular de atividades físicas, quando possível, contribui para a capacidade pulmonar e fortalece o sistema respiratório. Vestir roupas apropriadas e praticar técnicas de respiração, como a respiração profunda, também podem ajudar a mitigar os efeitos adversos”, aconselha.

O docente também ressalta que, em caso de sintomas respiratórios persistentes, é fundamental procurar a orientação de um profissional de saúde.

Intervenção profissional
Um dos profissionais que cuidam de pacientes com insuficiência respiratória em ambientes hospitalares e domésticos, e que faz parte das equipes multidisciplinares de saúde, é o fisioterapeuta especializado em Fisioterapia Respiratória.

Os fisioterapeutas especializados em fisioterapia respiratória desempenham um papel fundamental em diversas instalações de saúde, incluindo Unidades de Terapia Intensiva (UTI), enfermarias, ambulatórios, consultórios, empresas, hospitais, home care e Unidades Básicas de Saúde (UBS). Desde o surgimento da pandemia, a necessidade por especialistas nessa área aumentou.

Em março de 2024, o Unileste vai iniciar as aulas do novo curso de Pós-graduação em Fisioterapia Respirátoria. Com uma abordagem inovadora, o curso possui mais de 90% de atividades práticas, que serão realizadas no Hospital Márcio Cunha, em Ipatinga. A especialização visa aprimorar o conhecimento técnico-científico na intervenção fisioterapêutica, focando na desospitalização do paciente e na reabilitação integral. Para se inscrever ou obter outras informações sobre o curso, acesse: vestibular.unileste.edu.br
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