Matheus Valadares
Ipatinga tem a maior frota de veículos registrados na RMVA
Conforme dados divulgados pelo 12º Departamento de Polícia Civil de Ipatinga, a frota de veículos emplacados na Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) aumentou em 55,64% nos últimos 12 anos.
Em 2010, havia 176.972 veículos devidamente registrados em Coronel Fabriciano, Ipatinga, Santana do Paraíso e Timóteo. Já em 2022, a frota aumentou para 275.436 veículos, mais do que dobrando.
Aumento por municípiosSantana do Paraíso puxa a fila da RMVA como município que mais teve a frota aumentada durante os últimos 12 anos, saiu de 3.058 veículos registrados e alcançou a marca de 12.176, um aumento de 298,17%. Em seguida, vem Coronel Fabriciano, que teve sua frota aumentada em 55,60%, saltando de 33,954 para 52.838. Dona da maior quantidade de veículos emplacados no Vale do Aço, Ipatinga chegou a 162.588 veículos em 2022, um aumento de 50,74% comparado a 2010, quando havia 107.199. Timóteo, em 2022, apresentou uma frota de 48.834, enquanto em 2010 eram 32.761, uma diferença de 49,06%.
Óbitos por acidentesNo último dia 10, o Diário de Aço divulgou, conforme dados disponibilizados pela PCMG, que houve 28 óbitos por acidentes de trânsito em Ipatinga.
O jornal também apurou junto ao painel de óbitos por acidentes de transporte terrestres que, até o dia 11 de outubro, Coronel Fabriciano teve 14 mortes por sinistros, Timóteo 11 e Santana do Paraíso 4.
Impactos sociais e econômicosO delegado Chefe do 12º Departamento de Polícia Civil, Gilmaro Alves Ferreira, destaca que o índice de acidentes não pode ser analisado de forma isolada, devido aos diversos fatores que podem influenciar, tais como o número de veículos em uma cidade, a infraestrutura viária, o comportamento dos motoristas, as condições meteorológicas, a iluminação nas vias, o desenho urbano e as condições dos veículos, entre outros.
“É crucial realizar um trabalho de conscientização dos motoristas para reduzir esses números, uma vez que isso certamente também impacta a saúde pública de uma cidade, dado que os atendimentos geralmente são conduzidos pelo Sistema Único de Saúde”, enfatizou.
O delegado acrescenta que os acidentes acarretam custos significativos para a sociedade, tanto em termos pessoais quanto econômicos. “Portanto, é imperativo adotar medidas que visem à prevenção, contribuindo não apenas para a segurança nas vias, mas também para a redução dos encargos relacionados a esses eventos”, conclui.
Brasil e Minas GeraisA Organização Mundial da Saúde (OMS) avalia que os sinistros de trânsito configuram a oitava principal causa de óbitos do Brasil, sendo que o país é o terceiro com o maior número de mortes no trânsito. De acordo com os dados do DataSus, em 2022, o país apresentou uma taxa de 209,7 internações por 100 mil habitantes e 17,13 óbitos por 100 mil habitantes. Em 2022, Minas Gerais apresentou a taxa de 15,54 óbitos por 100 mil habitantes.