06 de dezembro, de 2023 | 10:28
Floresta era derrubada para implantação de loteamento na área rural de Timóteo
Polícia de Meio Ambiente efetuou prisões de equipe de empresa valadarense, que derrubava uma mata no Licuri
Divulgação PMMAmb
Desmatamento foi flagrado nesta quarta-feira (5), por policiais de Meio Ambiente, na área rural de Timóteo
Desmatamento foi flagrado nesta quarta-feira (5), por policiais de Meio Ambiente, na área rural de Timóteo O alerta climático no planeta, com ondas de calor e ao mesmo tempo catástrofes com tempestades e furacões, parece não assustar a quem quer empreender. Diante da situação considerada alarmante no clima, ainda há quem derrube florestas para implantar loteamentos, sem licenciamento e, portanto, sem qualquer tipo de controle ou compensação dos danos ambientais que a atividade vai gerar. É o que reporta a Polícia Militar de Meio Ambiente nesta quarta-feira (6).
Na terça-feira, uma equipe da polícia efetuou prisões por desmatamento na área de amortecimento do Parque Estadual do Rio Doce em Licuri, Timóteo. A foto de satélite mostra a área já impactada pelo empreendimento em meio ao verde.
Durante patrulhamento pela zona rural do município de Timóteo, pontualmente em uma região que a Zona de Amortecimento do Parque Estadual do Rio Doce e a Área Sustentável - APA Serra de Timóteo, equipes da Polícia de Meio Ambiente, depararam-se com um desmatamento. A derrubada de árvores ocorria em meio a uma área de mata nativa e em recuperação.
Foram abordados e presos quatro indivíduos que se utilizavam de tratores para supressão da vegetação nativa, em um imóvel rural, situado nas proximidades do povoado rural de Licuri, em Timóteo.
Foram abordados e presos os operadores das máquinas, funcionários contratados de uma empresa de Governador Valadares, que a princípio atua no ramo imobiliário. Durante as verificações e demais vistorias foi possível constatar os seguintes fatos:
Intervenção ambiental caracterizada pela supressão de vegetação de formação florestal de espécies nativas, do bioma mata atlântica, com características de estágio médio de regeneração, em uma área correspondente a 0,8 hectares, através da destoca mecanizada, com o uso de trator de esteiras e escavadeira hidráulica, resultando na supressão total da formação florestal; A intervenção ocasionou a retirada total da vegetação deixando o solo exposto; O material lenhoso resultante da supressão estava sendo amontoado em leiras nos fundos da área intervinda; Verifica-se assim, que as intervenções são carecedoras da obtenção de documento de autorização para intervenção ambiental, conforme prevê a legislação vigente”, detalha a nota divulgada pela Polícia de Meio Ambiente.
O major Átila Porto, comandante da Polícia de Meio Ambiente, acrescentou que a apuração preliminar aponta que a área da intervenção pertence à uma empresa com sede em Governador Valadares, que atua no ramo imobiliário e que a área desmatada indica um futuro parcelamento de solo.
Diante da ausência de documento autorizativo, foi lavrado auto de infração para cada autor, bem como para as duas empresas vinculadas na intervenção. A atividade na área ficou suspensa até a devida regularização junto ao órgão ambiental competente. As máquinas utilizadas no crime ambiental foram apreendidas. Os quatros autores ora mencionados foram presos em flagrante delito e encaminhados para o plantão da Delegacia de Polícia Civil. A ocorrência está sendo encaminhada ao Ministério Público, para outras providências”, conclui a nota.
Reprodução
Também no Licuri: proprietário contratou empresa que usou drones para lançar herbicida sobre a vegetação
Também no Licuri: proprietário contratou empresa que usou drones para lançar herbicida sobre a vegetaçãoLançamento de herbicida
Recentemente, moradores do povoado de Licuri denunciaram outro crime ambiental naquela localidade rural, fato também, noticiado pelo Diário do Aço. O proprietário de uma área rural contratou uma empresa de Governador Valadares para lançar herbicida sobre uma área com vegetação, utilizando drones para o lançamento.
Ocorre que, com a corrente de vento, o produto químico lançado sobre a vegetação da propriedade rural acabou atingindo plantações de propriedades vizinhas. Uma denúncia foi levada ao Ministério Público e a Polícia de Meio Ambiente foi acionada, enviou equipe ao local, mas moradores temendo retaliações, evitaram falar sobre o fato, o que dificultou a apuração na época. Moradores disseram que passados mais de 30 dias do procedimento, as plantas de várias propriedades vizinhas amarelaram as folhas, que secaram e caíram. Eles ainda aguardam providências dos órgãos ambientais.



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Pião Comum
08 de dezembro, 2023 | 20:01Escória próximo ao rio Piracicaba pode!!!
Escória jogadas a menos de 1 km dos moradores do bairro cruzeirinho pode!!
Não vi ninguém reclamar do loteamento do antigo ALFA há ou havia uma (as)nascente ali
Não estou aqui defendendo o crime ambiental lá no licuri tem que punir mesmo!!!!
"PARABÉNS AOS QUE IMPEDIRAM MAIS ESSE CRIME AMBIENTAL ".”
Marcio
08 de dezembro, 2023 | 16:35Muito triste, até alguns anos atrás, havia córregos com agua limpa e peixes na região rural de Timóteo, Licuri e Celeste, também via matas e bichos selvagens.
Hoje às matas estão acabando a cada dia, corregos secos e poluídos.
Então umas das últimas zonas rurais do Vale do Aço está acabando, não está melhorando em nada, más perdendo o melhor que tinha, "o verde das florestas".”
Ronildo Vakentim
07 de dezembro, 2023 | 09:51Uma atividade dessa que gera tanto impacto ao que parece nem foi precedida de audiência pública. Não é o primeiro empresário de Valadares que desrespeitou leis ambientais em Timóteo. Sem comparação.”
Francisco Valverde Filho
07 de dezembro, 2023 | 09:03Quero parabenizar toda a Polícia Ambiental por meio do seu comandante major Átila Porto, pela operação.
Lamentavelmente a Área de Proteção Ambiental Serra Timóteo - APAST vem sendo alvo das ações dos proprietários das terras que não têm consciência da função social daquela unidade de conservação.
Na colheita de eucaliptos ocorrem prejuízos para diversos indivíduos do sub-bosque da mata atlântica, pela negligência nas operações de extração de madeira.
Ocorrem na APAST, noutra propriedade no Licuri, abertura de estradas e conformação de platôs em flagrante desrespeito a legislação ambiental, inclusive afetando áreas de preservação permanente em topo de morro e nas margens de cursos d'água, O parcelamento do solo ou loteamento ocorre sem nenhuma ação coercitiva do poder público municipal.
Enquanto isso na Câmara de Timóteo a maioria dos vereadores aprovam um Substitutivo ao Plano de Manejo da APAST que reduzirá absurdamente a proteção ambiental.
Resta-nos agora apelar para o Ministério Público e o Judiciário.”
Cidadão
06 de dezembro, 2023 | 19:54Tem uns medíocres defensores da selvageria do capital fazendo comentários, sem levar em conta, primeiro, que já temos áreas desmatadas demais, segundo, não entenderam até hoje a gravidade da situação climática do planeta.”
Jonas
06 de dezembro, 2023 | 19:07Parabéns para a polícia ambiental coisa nenhuma, um desmatamento de grandes proporções e como sempre, a polícia só chega depois do fato consumado. Infelizmente, a polícia não tem um trabalho de inteligência e preventivo, repetindo, só chegam depois, outros exemplos negativos são as queimadas nos estornos das cidades do Vale do Aço, onde a polícia só chega pra fazer o tal do rescaldo, dar entrevista e tirar foto.”
José Geraldo Pereira
06 de dezembro, 2023 | 17:31Código florestal permite desmatamento ou vcs acham que o lugar onde moram sempre foi rua e asfalto. Todos devem pagar pelo equilíbrio do planeta e é preciso desmatar sim pra ter imóveis com preço decente para aqueles que assim o desejam.agira tratar o esgoto e cuidar das margens dos rios sim é dever do poder público omisso,deixa os córregos fedendo e atacam empreendimentos novos que devem ser bem feitos e planejados tem espaço pra todos”
André Luis Ribeiro Fernandes
06 de dezembro, 2023 | 17:18LINDO ver gente presa por crime ambiental... Parabéns a PMMG”
Flávio Barony
06 de dezembro, 2023 | 15:15Só não consigo entender porque áreas já degradadas e de nobre valor são deixadas em segundo plano para fins de loteamento, ao passo que áreas ?isoladas? de infraestrutura e com cobertura vegetal são desmatadas. Só pode ser a questão da margem de lucro entre a primeira e a segunda opção?
Expansão dos lucro$ bemmmmm maior que o foco na necessária expansão urbana?”
Leitor
06 de dezembro, 2023 | 14:12Parabéns a Polícia Ambiental.
Tem muito político interessados nestes loteamentos. Santana do Paraiso é que diga !”
Jones
06 de dezembro, 2023 | 13:04Quando o último rio secar,
a última árvore for cortada
e o último peixe pescado,
eles vão entender que
não se come dinheiro.
Excerto da carta-resposta do Cacique Seattle ao Presidente dos Estados Unidos em 1855, após a tribo receber uma proposta de compra de grande parte de suas reservas naturais.
Carta do Chefe Seattle
csun.edu/-vcpsy00h/seattle.htm”
Timoteo
06 de dezembro, 2023 | 12:10Parabéns para equipe da Policia Militar de Meio Ambiente, pela ação imediata em combater o crime contra empresas que não seguem o regulamento ambiental, e querem levar vantagens destruindo o meio ambiente.”
Silveira
06 de dezembro, 2023 | 11:57Isso só vai aumentar em Timóteo. Ainda bem que a nova promotora da área, ao que tudo indica, será atuante, diferentemente dos antecessores. O Plano de Manejo malignamente tocado por alguns vereadores, figurões do Executivo e empresários especuladores não vai vingar. E ainda vai sobrar processo e cadeia para alguns, a depender de como a banda tocar.”
Mario Alberto Siqueira
06 de dezembro, 2023 | 11:46Tem que receber pesadas multas e repor a vegetação original. Acabaram com as mantas de GV ,vivem num forno e agora vem destruir aqui?
Essas operações com drone precisam ser melhor fiscalizadas.”
Pedrinho Perito
06 de dezembro, 2023 | 11:34Uai, só taca fogo em máquinas na região amazônica?”
Maria Dalce Ricas
06 de dezembro, 2023 | 11:26O pior é saber que as máquinas podem ser devolvidas e o empreendimento "regularizado" pela Semad ou Prefeitura. Provavelmente a área desmatada é "ponta de lança" para mais um loteamento. Acho que o Conselho do Perd deve analisar possibilidade de se posicionar contra "regularização".”
Zé Doido
06 de dezembro, 2023 | 11:07O capitalismo é isso, só pensam no dinheiro, no lucro, mesmo que fiquemos sem oxigênio, esses idiotas capitalistas acham que dinheiro compra tudo.
Parabéns à Polícia Ambiental, espero que o judiciário agora faça a parte dele e multe pesadamente essa empresa.
Uma dúvida, quem é o dono desse empreendimento, é de GV ou de Timóteo mesmo?
Fiquei sabendo que a prefeitura municipal não está tendo fiscalização aos finais de semana, será coincidência?
A reportagem poderia verificar isso pra nós, obrigado.”
Rogerio Araujo Abreu
06 de dezembro, 2023 | 10:54Botar esses canalhas pra replantar toda área na mão e com esferas de aço amarradas nos pés pra não figirem e depois planta-los no xelindro por muitos anos.”
Aníbal
06 de dezembro, 2023 | 10:53Bom dia.
Tem que prender e deixar mofando na cadeia ,prender quem mandou desmatar aplicar uma pena financeira e recolher as máquinas.
Grato
,”
Fico Pasmado Com Um Trem Desses
06 de dezembro, 2023 | 10:53Sem ofensa aos pacientes, mas uma verdade: Nós, seres humanos, somos o "câncer" desse planeta. Ô raça desgraçada. Está todo mundo vendo o que está acontecendo com o clima e vem umas pragas lá de Valadares derrubar mata aqui. É phoda, viu. Aí veio outro e jogou agrotóxico também lá no Licuri. Só uma pergunta: esse lugar não tem Ministério Público de Meio Ambiente e Judiciário não?”