Usiminas EstÁgio - 728x90

05 de dezembro, de 2023 | 08:23

Vale do Aço tem mais um óbito de dengue confirmado

Região bate a marca de mais de 21 mil casos de dengue em 2023, segundo dados do Painel de Monitoramento de Casos da SES-MG

Matheus Valadares
Vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti se prolifera em água paradaVetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti se prolifera em água parada

Nesta segunda-feira (4), a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou um óbito por dengue no município de Santana do Paraíso. De acordo com as informações apuradas pelo Diário do Aço, a morte teria ocorrido no fim do mês de junho.

A vítima é do sexo masculino e tinha mais de 60 anos. Conforme a Secretaria de Saúde do Estado, o homem tinha hipertensão.

Há ainda outro óbito causado pela doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, sob investigação no município. Essa é a terceira morte pela doença na Macrorregião do Vale do Aço. Outras fatalidades foram registradas em Caratinga e Ipatinga.

Dados na região
A Macrorregião do Vale do Aço, que engloba 35 municípios, superou 20 mil casos de dengue no ano de 2023. Ao todo, foram confirmados 21.039 casos e três óbitos, dentre eles, nas cidades de Caratinga, Ipatinga e em Santana do Paraíso. Outras cinco mortes estão sob investigação. Os dados foram extraídos do Painel de Monitoramento de Casos da SES-MG.

Mais da metade dos casos foram registrados no município de Ipatinga, que concentra o maior número de pessoas. Ao todo, foram notificados 10.647 casos até o dia 3 de dezembro, o que representa 51,93% de casos em toda região.
O Vale do Aço também teve 80 casos graves ou com sinais de alarme no mesmo período de tempo. Conforme a SES-MG, a taxa de letalidade é de 3,75%, uma das menores do estado. Para efeito de comparação, a taxa de letalidade do Triângulo Mineiro chega a 8,42%, do Norte é de 26,92%, e no Jequitinhonha de 14,29%.

Perfil sociodemográfico
Ainda de acordo com o Painel de Monitoramento de Casos, a maioria dos casos foram registrados em pessoas do sexo feminino: 10.892. Outros 10.085 casos são do sexo masculino, e, em 64 casos não houve sexo determinado.

Quanto à faixa etária, as pessoas de 20 a 29 anos foram as que tiveram mais casos, sendo 4.200. Em seguida são as de 10 a 19 anos, com 4.396, e 30 a 39 anos com 2.883 registros. Idosos com mais de 90 tiveram 61 casos, e em bebês com menos de um ano houve 307 registros de dengue.

Chikungunya
A chikungunya, outra doença transmitida pelo Aedes aegypti também tirou vidas no Vale do Aço. Segundo dados oficiais, em 2023 houve três mortes dessa natureza na região, todas em Ipatinga. É a primeira vez, em dez anos, que morre mais de uma pessoa no mesmo ano por causa da doença. Duas das vítimas são mulheres com mais de 60 anos e a outra é um homem, com idade entre 40 e 49 anos.

Antes disso, o último registro de óbito havia sido em 2018, e anteriormente, em 2017, sendo uma vítima em cada ano. Ainda segundo o painel, a taxa de letalidade em Ipatinga é de 0,04%.

Ao todo, são 7.020 casos confirmados na cidade, dos 8.493 casos em toda região, o que representa uma concentração de 82,66% dos registros. O Diário do Aço solicitou uma nota à administração municipal de Santana do Paraíso, no entanto, até o fechamento desta edição, não obtivemos retorno.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Roberto

06 de dezembro, 2023 | 05:38

“Estive no Upa de Timóteo neste domingo , e posso dizer que todos só veem a realidade quando precisa usar ! O upa lotado e os ar condicionados da recepção estragado! Mas o principal é a demora para ser atendido, cheguei as 8 da manhã, e ser atendido as 14 h da tarde! Com sintomas de dengue, com dores pelo corpo e nem conseguia ficar sentado , não sou eu , mas como a maioria ! Acho que eles deveriam agilizar esta demanda, já sabendo que vai da o mesmo tratamento para todos, que vai ser soro e remédio para dor e receita do remédio que tem que comprar! Aí o certo era ter mais salas ou o espaço que já tem , colocar mais cadeiras e a pessoa tomar o medicamento! Foi uma tortura ficar esperando todo aquele tempo, isso que desanima as pessoas irem no Upa! Parece que só uma médica atendia os adultos ! Alguma coisa tem que mudar lá nesta pandemia de dengue, é revoltante!”

Envie seu Comentário