30 de novembro, de 2023 | 07:20

Sem vacinação contra febre aftosa, produtores precisam atualizar dados do rebanho

Arquivo DA
Mudanças na legislação pecuária do estado visam ampliar proteção do rebanho mineiroMudanças na legislação pecuária do estado visam ampliar proteção do rebanho mineiro

A partir deste ano, os produtores mineiros estão dispensados de vacinar seus animais contra febre aftosa no fim do ano. A mudança integra as ações implementadas pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), previstas no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Conforme dados do IMA, a próxima etapa do programa é solicitar à Organização Mundial de Saúde Animal o reconhecimento internacional de livre da doença sem vacinação, com possibilidade de abertura de novos mercados e economia para os produtores de Minas Gerais.

Para alcançar este status, o pré-requisito é que, uma vez ao ano, aqueles que criam bovinos, bubalinos, galinhas, peixes, abelhas, ovinos e caprinos atualizem os dados de seus rebanhos no IMA.

Mudança
O IMA esclarece que a necessidade de informar os dados de seus animais de produção tem o objetivo de mapear o estado, fazendo com que a defesa sanitária em Minas seja mais efetiva e ações de identificação e contenção de doenças sejam mais ágeis.

“Quando realizamos o atendimento à suspeita ou foco de alguma doença é necessário sabermos onde estão localizadas todas as propriedades com suas criações, para atuar de forma mais eficiente e assertiva. As ações de vigilância são realizadas na propriedade onde foi notificada a suspeita e nas propriedades vizinhas que possuem as mesmas espécies suscetíveis à enfermidade, para que se protejam com procedimentos de biosseguridade”, conta Guilherme Negro, diretor técnico do IMA.

Vigilância
O programa de erradicação também prevê ações de vigilância para evitar a entrada e disseminação da doença no país. “Estamos sempre coletando e analisando dados de saúde animal no estado de Minas Gerais para que possamos agir caso seja necessário. Isso é vigilância sanitária ativa”, explica Guilhermo.

São observados o trânsito animal entre os estados, por meio da fiscalização, a notificação de doenças para rápida investigação, a fiscalização de propriedades e eventos agropecuários, a inspeção de estabelecimentos de abate e estudos soroepidemiológicos.

Espécies
O IMA esclarece que a atualização cadastral de outras espécies também é uma novidade. Antes, apenas os dados de bovinos e bubalinos eram atualizados, a inclusão de outros animais amplia a proteção para o estado, uma vez que outras doenças, além da febre aftosa, podem acometer as produções causando prejuízos para os produtores. Além disso há casos em que as doenças podem ser transmitidas para os humanos, como é o caso da gripe aviária.

Atualização
Os produtores podem atualizar os dados de seus animais pela internet, no Portal do Produtor, acessado pelo site do IMA ou dirigirem-se ao escritório do órgão que atende sua região. Aqueles que não fizerem esse procedimento ficam impedidos de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento exigido para transitar com animais dentro do perímetro nacional, além de não poderem emitir a Ficha Sanitária Animal, documento exigido para diversos fins, como aquisição de empréstimos em bancos.
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