Reprodução de vídeo
Welington do Odilon afirma que não atropelou cachorro na rua e que não há provas; ele acabou conduzido para a Delegacia de Polícia e o caso é investigado
O vereador Welington José Teixeira, vulgo Welington do Odilon, de 42 anos, foi preso no fim da tarde de quinta-feira (16), em Ipaba, depois de atropelar um cachorro na rua e desacatar policiais militares chamados ao local do fato.
Tudo começou, quando por volta de 15h30, o vereador dirigia um VW Gol pela rua Vila Nova, quando atropelou um cachorro. O animal ficou preso debaixo do carro, segundo afirmam testemunhas.
Uma mulher acionou a Polícia Militar e uma equipe foi enviada ao local. Os policiais ouviram de testemunhas a versão que o vereador foi alertado que tinha atropelado um animal e que o bicho atingido estava debaixo de seu carro. O vereador, entretanto, optou por negar a autoria do atropelamento e afirmou que, se havia um cachorro atropelado ele não iria socorrer.
Os policiais então pegaram o animal ainda com vida e o encaminharam para o setor público competente, onde foi constatado que o animal estava com a pata direita fraturada e a orelha direita cortada pelo atropelamento.
Em sua defesa, Welington do Odilon afirmava que ele não tinha atropelado e que não iria assumir a responsabilidade por prestar socorro e encaminhar o animal para ser atendido por um veterinário em Ipatinga. Nas palavras do vereador, não havia testemunhas e as pessoas que o acusavam estavam longe do local do suposto atropelamento.
Com o impasse e a negativa do vereador, policiais militares deram voz de prisão a Welington do Odilon e ele acabou detido e conduzido para a Delegacia de Polícia Civil, onde foi acompanhado por um advogado. Ele responderá pelo delito previsto no artigo 32 da lei 9.605, de 1998: “Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”.
Se comprovada a conduta delitiva do vereador, ele também responderá de acordo com a Lei Federal 14.064/20, que estabeleceu o aumento da pena de maus-tratos com a reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda, quando se tratar de cão ou gato.
Defesa afirma que houve mal entendidoA advogada Bruna Miranda afirmou em entrevista à imprensa, que seu cliente dirigia-se à Câmara de Ipaba, quando recebeu um telefonema afirmando que ele havia atropelado um animal. "Ele retornou ao local dos fatos, exatamente para os procedimentos de praxe. Logo em seguida foi conduzido à delegacia e está disponível para responder a qualquer questionamento. O que aconteceu foi um mal entendido, terceiras pessoas fizeram um vídeo do momento em que retornou, tentando culpá-lo por uma coisa que não fez", resumiu.