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15 de novembro, de 2023 | 10:47

Cebus acolhe e trata filhotes órfãos de quati

Igor Reis
O hábito da população de descartar lixo de maneira inadequada torna-se o principal atrativo para a presença dos quatis em áreas urbanasO hábito da população de descartar lixo de maneira inadequada torna-se o principal atrativo para a presença dos quatis em áreas urbanas

No coração do Vale do Aço, o Centro de Biodiversidade da Usipa (Cebus) reafirma o seu papel crucial na preservação da fauna local ao acolher e tratar de filhotes órfãos de quati (Nasua nasua). A iniciativa ganhou força após o resgate desses pequenos mamíferos, encontrados sem a mãe, e a entrega ao centro contou com o apoio do Corpo de Bombeiros de Ipatinga.

Os filhotes, com uma idade estimada de 25 dias, foram submetidos a um diagnóstico clínico detalhado no Cebus, informou a Usipa. Além das necessidades básicas como nutrição especial e vermifugação, os especialistas identificaram a importância de um ambiente propício para seu desenvolvimento emocional, mimetizando ao máximo as condições naturais.

Lélio Costa e Silva, médico veterinário do Cebus, ressalta a dedicação da equipe. "Estamos comprometidos em proporcionar não apenas cuidados físicos, mas também ambientais e emocionais para esses filhotes. Criar um ambiente que se assemelhe ao seu habitat natural é vital para garantir sua reintrodução bem-sucedida na natureza", destacou.

O Cebus não se limita apenas ao cuidado e reabilitação de animais silvestres. Ele desempenha um papel multifacetado, sendo zoológico, centro de reabilitação e soltura de animais, além de fornecer atendimento veterinário em convênio com o Instituto Estadual de Florestas (IEF). Essa colaboração estende-se a parceiros como Arpava, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Usiminas, evidenciando a importância do trabalho conjunto para a preservação da biodiversidade.

Os quatis (Nasua nasua)
Reconhecidos por sua natureza gregária e alta adaptabilidade, frequentemente vivem em grupos numerosos, ultrapassando trinta indivíduos. Entretanto, sua presença no Vale do Aço apresenta desafios significativos. Classificados como animais sinantrópicos na região, representam um risco para a saúde pública devido à possibilidade de transmitir zoonoses.

O hábito da população de descartar lixo de maneira inadequada torna-se o principal atrativo para a presença desses animais em áreas urbanas. “O Cebus, além de cuidar desses órfãos de quati, está empenhado em promover a conscientização ambiental, incentivando práticas sustentáveis e a gestão responsável do lixo para minimizar conflitos entre a fauna silvestre e a comunidade local”.

Apesar de sua aparente docilidade, os quatis podem representar riscos, incluindo acidentes graves por mordidas em pessoas. O trabalho contínuo do Cebus não apenas visa a proteção e cuidado desses animais, mas destaca a importância da coexistência harmoniosa entre a natureza e a sociedade, ressaltando a necessidade de esforços conjuntos para a preservação da biodiversidade no Vale do Aço.
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