25 de outubro, de 2023 | 08:38

Moradores denunciam envenenamento de gatos em Coronel Fabriciano

Administração municipal recomenda que população acione a Polícia Militar de Meio Ambiente

Divulgação
Casa abandonada onde os gatos ficam na rua Intendente Gravatá, no bairro NazaréCasa abandonada onde os gatos ficam na rua Intendente Gravatá, no bairro Nazaré
Matheus Valadares - Repórter Diário do Aço
O envenenamento de animais comunitários na rua Intendente Gravatá, no bairro Nazaré, em Coronel Fabriciano, tem gerado revolta em populares da região. Segundo denúncias recebidas pelo Diário do Aço, o último episódio vitimou cinco gatos.

Segundo apurado pela reportagem, os casos de envenenamento começaram há cerca de seis meses. Conforme o médico veterinário Hércules Duca, se o veneno não matar, pode deixar sequelas nos animais.

“Em alguns casos, o envenenamento pode causar desde sequelas neurológicas, como incidência de crises convulsivas rotineiras ou esporádicas, incoordenação motora, ataxia, entre outras alterações neurológicas, além de sequelas em órgãos como rins, estômago e fígado”, explicou.

Segundo a leitora que fez a denúncia, “alguns moradores retiram alimento e água disponibilizados por pessoas sensíveis ao sofrimento dos animais”, ação que infringe a Lei Estadual nº 23.949, de 24/9/2021, além de cometer os crimes previstos na legislação federal de garantia dos direitos animais.

Alguns moradores tentaram capturar os animais comunitários para levar para castração, porém sem sucesso, pois os animais são ariscos e se escondem em um imóvel abandonado sem acesso.

O que fazer?
Em nota enviada ao Diário do Aço, a administração municipal, por meio da Secretaria de Governança da Saúde, informou que “o município conta com um programa de castração gratuita, o Castra Pet, que já castrou mais de mil animais entre cadelas e gatas. Além disso, mantém ativas campanhas de vacinação antirrábica, entre outras. Quanto a crimes contra animais, o indicado é acionar a polícia ambiental”.

A denunciante alega que é utilizado chumbinho, veneno ilegal segundo a legislação brasileira. Hércules Duca afirma que caso seja encontrado um animal envenenado, “ele deve ser conduzido imediatamente ao serviço médico veterinário de urgência mais próximo”.

O que são animais comunitários
Animais cuidados por um grupo de pessoas, na maioria dos casos animais que vivem em condições de rua, mas que têm um grupo de pessoas que fornece água, alimentação e cuidados básicos.
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Comentários

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Karla Machado Soares

27 de outubro, 2023 | 15:11

“Aqui nesse bairro é um antro de pessoas covardes e de má índole. Já atiraram numa gata minha, envenenaram dois gatos. Chamei a policia, fiz uma placa e coloquei na porta da minha casa com a legislação que protege nossos animais. Diminuiu bastante a agressão deles contra os animais, Mas agora voltaram de novo a atacar... Cidadão de bem... fala sério nessa piada. Gente sem escrúpulo mesmo. E esse cidadão tem nome e endereço, só ligar no 181 e fazer a denúncia anônima. Vamos ver se ele gosta de uma visita da PMamb.”

Giovana

26 de outubro, 2023 | 07:38

“Eu sou uma que coloco água e ração para estes que foram mortos no bairro Nazaré. Tenho 5 gatos em casa, não tenho espaço e nem condições financeiras para assumir todos os gatos e cães de rua que alimento. Já tentei capturar e levar para castração, inclusive com recursos próprios, não obtendo sucesso. Já encontrei um envenenado dentro do bueiro e também levei e paguei o tratamento sozinha. Entendo que eles entram nas casas das pessoas. O que fazer? Colocar tela, como eu mesma fiz e sugeri aos vizinhos que reclamaram comigo como se os animais fossem meus. Penso que, assim como nós, estes seres foram criados por Deus e merecem nossa ajuda ou, pelo menos, respeito. Peço, encarecidamente, quem não puder alimentar um animal de rua, ok, mas não maltrate, pois as leis aqui ainda são fracas mas as de Deus não são.”

Jane

25 de outubro, 2023 | 20:17

“Quando escuto ou leio a expressão "cidadão de bem" já sei que a pessoa nunca vai ser do bem! Sempre apoiara a solução mais violenta. Gatos são mais perseguidos do que cachorros e sempre as vítimas preferenciais de gente rui,m,. ignorante (que ignara informações. Criança acidentada por gato nunca vi, com cachorro dezenas e mesmo assim não considero que devam eliminar os cachorros. Se gato é vetor de doença o ser humano também é. Inclusive o ser humano contamina outro ser humano e dependendo da doença também transmite aos animais. Se o cidadão que se diz de bem acham que tem que agir sozinho, porque não levar os bichanos para castrar. Responsabilizar os donos -como se os animais não tem chips. Meu consolo [é que nunca vi pessoa que mata gatos e cachorros por pura maldade ser feliz na vida. A crueldade atrai a infelicidade. Sobre os animais causarem acidentes, garanto que são vitimas porque o tal animal humano causa muito mais acidentes todos os dias. Tanto os a pé como os motorizados! Vamos sacrificar todos por isto?”

Oliver

25 de outubro, 2023 | 12:13

“Os animais nesta situação incomoda os moradores próximos. Não podemos concordar em matá-los envenenados. Porém, estes animais são vetores para a transmissão de várias doenças. Quem deveria ser responsabilizada são os donos. Mas acontece que, o poder público não tem interesse em fiscalizar. E quem mora próximo a este local convivem com situações caóticas, principalmente com estes animais doentes. Uma coisa é colocar água e comida, a outra é cuidar realmente com vacinações e gastos para manter um animal.”

Alexandre

25 de outubro, 2023 | 11:43

“Animais de rua são vetores de doenças, principalmente os gatos que adentram com facilidade em diversas residências. Sem mencionar o risco que esses animais favorecem em provocar acidentes de trânsitos. No meu ver, por se tratar de saúde pública, os órgãos governamentais deveriam garantir a remoção e a destinação adequada destes felinos abandonados. Mas por se tratar do Brasil, o cidadão de bem está sozinho, desamparado e tem que agir por conta própria. Na minha opinião, é melhor termos um gato morto do que termos uma criança adoentada ou pai um pai família acamado.”

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