19 de outubro, de 2023 | 07:20
Os impactos do calor e tempo seco para os animais silvestres
Júnior Cabral
Animais que realizam a regulação térmica por meio do ambiente externo, como répteis e anfíbios, podem sofrer ainda mais
Silvia Miranda - Repórter Diário do Aço
Animais que realizam a regulação térmica por meio do ambiente externo, como répteis e anfíbios, podem sofrer ainda mais As altas temperaturas e o tempo seco desta primavera têm sido uma ameaça, impactando também a saúde dos animais silvestres. A analista técnica do Instituto Ekos Brasil, mestre em ecologia, conservação e manejo da vida, Carla Souza, reforça que as mudanças climáticas têm causado uma série de eventos climáticos extremos, nos quais os animais silvestres são impactados de diversas maneiras.
O calorão impacta diretamente na Mata Atlântica e, por consequência, no Parque Estadual do Rio Doce (Perd), maior área preservada desse bioma em Minas Gerais localizada entre os municípios de Dionísio, Timóteo e Marliéria. Entre os efeitos que podem ser percebidos e que afetam a fauna nessa época, se observa: alterações nos cursos dágua, como a diminuição do espelho dágua de algumas lagoas menores, provocando desequilíbrios ecológicos que afetam em especial a fauna aquática em alguns pontos”, detalha Carla.
A analista, que atua no Perd por meio do Termo de Parceria, também aponta que, com as mudanças, os animais têm a tendência de ficarem mais agitados, podendo sair dos seus ambientes em busca de abrigos mais frescos. Tal comportamento pode resultar em um aumento de conflitos com humanos e atropelamentos em estradas. Outros efeitos como mudanças nos padrões reprodutivos e estresse térmico podem ocorrer a depender da espécie, contudo, naturalmente as espécies nativas estão sujeitas a se adaptar ou não às mudanças sazonais do bioma”, completa.
Incêndios
O IEF também alerta que o tempo seco aumenta a probabilidade para os incêndios florestais, podendo resultar na perda de habitat e na morte de animais que não conseguem escapar das chamas. Além da redução dos recursos disponíveis nesses territórios. Além disso, há o risco de morte durante a ocorrência dos incêndios e na tentativa de fuga das chamas. Todas as espécies são afetadas com os incêndios florestais, visto que a destruição do fogo pode degradar completamente um ambiente e por áreas extensas”, ressalta a analista.
Ações
O IEF afirma que todos os anos o Perd realiza uma série de ações para a prevenção e combate aos incêndios florestais. Entre as ações estão: a manutenção dos aceiros nos limites do território do Perd; contratação de equipe de Brigada de Incêndio; treinamento de prevenção e combate aos incêndios florestais para funcionários; monitoramento do território do Perd em áreas estratégicas para detecção de possíveis focos de incêndios; e trabalho de educação ambiental, sobretudo com as comunidades do entorno.
Conscientização
Para a população em geral, o instituto reforça a importância de não atear fogo em resíduos, folhas, galhos, evitar fogueiras em áreas próximas de vegetação, realizar o descarte correto de materiais inflamáveis e estar atento quanto ao surgimento de focos de fumaça/fogo e, nesses casos, entrar em contato com o Corpo de Bombeiros Militar.
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Tinho Mortadela
19 de outubro, 2023 | 22:45A natureza mudou, o Universo está em desencanto.
Leiam o livro.”
G
19 de outubro, 2023 | 20:02"não somos donos da natureza, fazemos parte dela."”
Joao Batista de Souza
19 de outubro, 2023 | 10:44A natureza e bela temos que nos concientizar disso e valorizar-mos as nossas florestas.”