10 de outubro, de 2023 | 13:21
Condenado por morte do cabo Amarildo é preso com arma de fogo em Ipatinga
Ele foi um dos apenados pela Justiça por homicídio praticado em 2013 e ganhou o benefício de saída temporária (saidinha) da cadeia
Divulgação/Polícia Militar
A arma apreendida com o Daniel, além de outros objetos no apartamento onde ele tentou se esconder
A arma apreendida com o Daniel, além de outros objetos no apartamento onde ele tentou se esconderEm benefício de saída temporária de sete dias da prisão, popularmente conhecida como saidinha”, Daniel Wattson Costa Siqueira, de 29 anos, foi preso na noite de segunda-feira (9), em Ipatinga. Ele foi detido sob suspeita de tráfico de drogas e por porte ilegal de arma de fogo. Daniel é um dos condenados na Justiça por assassinato do cabo PM Amarildo Pereira de Moura, crime praticado em fevereiro de 2013, como acompanhou o Diário do Aço na época.
A prisão de Daniel foi possível diante de informações do investigador da Policia Civil, Marco Antônio, repassadas à Polícia Militar. Ele viu um indivíduo em atitudes suspeitas na rua Carajás, na região do Game, no bairro Iguaçu. O suspeito segurava uma sacola branca e era muito parecido com uma pessoa envolvida com crimes.
As equipes sob o comando do tenente Marochio foram verificar o suspeito, confirmando que seria um dos condenados por envolvimento no homicídio do cabo Amarildo. Ele teria visto o investigador e desconfiado que poderia ser abordado, entrou em um prédio e fechou o portão.
Os militares foram ao local indicado, onde se avistou pela grade o indivíduo apontado. O suspeito informou aos PMs que estava no apartamento de uma amiga, mas que a moradora não se encontrava. Daniel saiu correndo e subiu as escadas sentido ao último andar.
Assim que os moradores abriram o portão, os militares foram atrás do suspeito e entraram no apartamento localizado no terceiro andar. O local todo revirado foi por onde Daniel pulou da janela, chegou ao terraço de uma casa vizinha, acessou a rua Cromos e fugiu.
Suspeito foi preso depois de correr para os fundos de um imóvel
Os outros militares no cerco conseguiram encontrar o suspeito que correu para os fundos e foi preso debaixo de uma escada. A sacola que estava com ele foi encontrada e, em seu interior, havia uma pistola Taurus de calibre 380 com sete cartuchos intactos. A arma estava enrolada por uma calça jeans.
Entre as roupas de Daniel, foram localizados um smartphone e um chaveiro com as chaves do apartamento por onde ele entrou em fuga. Neste local, os PMs encontraram uma sacola plástica com uma embalagem plástica contendo pó esbranquiçado, aparentando ser cocaína; uma balança digital e material usado para embalar droga, como rolos de sacolas plásticas e uma fita adesiva.
Além destes objetos, policiais militares encontraram também três barras metálicas com gravuras para serem usadas na prensa hidráulica e prensagem de entorpecentes. Uma colher com resquícios de pó branco foi apreendida na sacola. Uma certidão de nascimento, de uma mulher, estava junto aos objetos.
Na cama havia a quantia de R$ 1.650, uma máquina de cartões bancários e um estetoscópio. Todo os objetos foram recolhidos pelos policiais militares e entregues no plantão da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, junto com o preso detido no cerco policial no Iguaçu.
Os policiais fizeram contato com a proprietária do apartamento. Ela havia alugado para a pessoa da certidão de nascimento encontrado no imóvel. A inquilina informou, por meio da dona do apartamento, que iria até ao local da ação policial, porém, não compareceu.
Abordado ganhou liberdade cerca de 12 horas antes de ser preso novamente
Daniel havia saído da prisão na segunda-feira, cerca de 12 horas antes de ser preso novamente. Porém, segundo a PM, se verificou na certidão da Secretária de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG), em poder dele, o endereço residencial onde o beneficiário deveria permanecer recolhido no período de 20h às 6h: rua 29, no bairro Oitis, em Contagem. Ele deveria retornar à prisão na próxima segunda-feira (16).
O cabo Amarildo foi assassinado no dia 8 de fevereiro de 2013, conforme as investigações policiais na época. Os acusados aproveitaram o momento em que o policial passava por uma estrada vicinal no bairro Águas Claras, zona rural de Santana do Paraíso, onde seguia para um sítio. Além de matarem o militar com duas armas diferentes, o trio foi acusado de roubar a motocicleta e o revólver calibre .38 da vítima.
Enviada ao Diário do Aço
Policiais militares realizaram um cerco na rua onde o suspeito foi visto
Policiais militares realizaram um cerco na rua onde o suspeito foi visto
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Gil
12 de outubro, 2023 | 11:41Se candidatar p presidente ganha,isso e Brasil,difícil até de comentar”
Príncipe
10 de outubro, 2023 | 20:35O que mata é a justiça brasileira.”
Pão de Queijo
10 de outubro, 2023 | 18:54Esse é o nosso Brasil lllllllll”
Priscila
10 de outubro, 2023 | 18:30O crime de homicídio por si só já é terrível, mas esse aí matou um policial militar e mesmo assim tem benefícios. É quase inacreditável.”
Marilene
10 de outubro, 2023 | 16:11Já tinha direito a saidinha.
É nisto que dá!
Quem criou leis tão frágeis, que nunca deveriam existir?
A maioria não é primária. E se sim, voltam ao mundo do crime.”
Justo
10 de outubro, 2023 | 15:55Já já vai estar de saidinha novamente, ehhhhhh aqui é brasil”