O golpe do empréstimo é uma modalidade antiga de estelionato aplicado há muitos anos, mas que ganhou força com a popularização da internet. Agora com a facilidade das transferências bancárias via Pix, o golpe foi “turbinado”. Se antes a efetivação do golpe dependia da vítima ir a uma casa lotérica ou banco fazer a transferência, agora, o golpe é sacramentado com a agilidade na tela do celular, embalado pelo Pix. Não faz sentido a um banco ou financeira pedir transferência via Pix, se o cliente está contratando empréstimo porque precisa de dinheiro. Entretanto, os golpistas usam de argumentos diversos para convencer as vítimas desinformadas, conforme mostram inúmeras notícias já publicadas pelo Diário do Aço.
Foi o que ocorreu com uma mulher de 63 anos, moradora do Residencial Fazendinha, em Coronel Fabriciano. Ela relatou que recebeu uma mensagem via aplicativo WhatsApp, de um indivíduo que se identificou como sendo funcionário do banco digital C6 e lhe ofereceu empréstimo de dinheiro, acrescentando que a vítima possuía um crédito de R$15 mil. Em seguida, enviou um contrato para que a vítima assinasse. Também solicitou que a idosa enviasse cópias dos seus documentos pessoais, no que foi atendido. Começava dessa forma, um golpe que daria prejuízo à fabricianense.
Sob alegação que era para cobrir “despesas administrativas” referentes ao empréstimo, solicitou o pagamento de R$ 220. A vítima fez a transferência via Pix, dia 12/9, para uma chave, que usa um número de telefone com prefixo de São Paulo (11), para uma conta aberta no Mercado Pago, em nome de um homem.
No dia seguinte outro suposto funcionário do banco C6 disse que daria “continuidade ao processo do empréstimo”, mas alegou que para liberar o valor negociado faltava o pagamento de um Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) e a cliente pagar R$ 1.365. A transferência foi feita pela mulher, via Pix, para uma conta aberta no Picpay em nome de um homem.
Sempre alegando a necessidade de pagamentos de taxas e serviços para liberar o empréstimo de R$ 15 mil, a vítima foi convencida a realizar outras transferências, de R$ 699,99 e outra de R$ 399,99.
Os criminosos ainda enviaram uma suposta “intimação judicial” para levar a mulher a depositar mais valores, sob argumento que, por ter assinado o “contrato” ela seria obrigada a pagar os valores solicitados.
Somente então, a vítima descobriu que tinha caído no velho “golpe do empréstimo”. Ela relata que, no total, transferiu R$ 2.684,98 aos golpistas.
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Em Ipatinga, idoso de 74 anos cai no golpe do empréstimo e perde dinheiro