23 de setembro, de 2023 | 13:00
Curso de restauração fortalece a preservação da identidade mineira
Entre os cursos técnicos mais disputados no programa Trilhas do Futuro, mantido pelo governo estadual para capacitação de jovens, como enfermagem, segurança do trabalho, radiologia, mecânica e administração, algumas áreas de atuação possuem um nicho de mercado segmentado e específico, mas extremamente importante para a preservação da identidade mineira. É o caso do curso de conservação e restauro, que faz parte do eixo tecnológico de produção e design e está ligado à área artística.Ofertado na terceira edição do programa, iniciada em 2023, o curso da Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), é pioneiro e referência na formação de profissionais para atuarem na preservação e reconstituição de obras de arte e até mesmo documentos antigos. Na formação, o profissional é qualificado para atuar na conservação e restauração de bens móveis, esculturas, pinturas, dentre outros. Além disso, o profissional atua com elementos artísticos inseridos nas edificações, como forros e altares das igrejas. Dividido em cinco módulos semestrais, com carga horária aproximada de 1,7 mil horas, incluindo o estágio curricular, o processo de ensino-aprendizagem do curso é conduzido de modo a aliar a fundamentação conceitual à vivência prática.
Patrimônio cultural
O número de atrações culturais e turísticas no estado revela a dimensão da alta demanda para a capacitação, além da responsabilidade com a conservação de patrimônio cultural histórico. No Brasil, Minas Gerais tem a maior quantidade de bens culturais protegidos, além de suas cidades turísticas reconhecidas pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Cidades como Diamantina, Serro e Conceição do Mato Dentro demandam um alto número de profissionais capacitados na área de conservação e restauro, uma vez que detém um acervo grande de materiais históricos.
Segundo dados do ICMS Patrimônio Cultural em Minas Gerais, o estado tem quase 6 mil bens culturais reconhecidos, sendo 149 tombados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), com destaque para os 11 núcleos históricos, 23 conjuntos paisagísticos e sete bens registrados como patrimônio imaterial. Além disso, quanto ao patrimônio cultural material reconhecido pelo Iphan, Minas Gerais concentra 17% dos bens tombados no país, o segundo em todo o Brasil, com quatro sítios do Patrimônio Cultural da Humanidade, dos 14 reconhecidos pela Unesco no país. Neste caso, há um vasto leque de opções para a profissionalização, tendo em vista os grandes números de demanda para conservação e restauro de patrimônios históricos.
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