24 de setembro, de 2023 | 06:00
Decisão aberta
Fernando Rocha
O país vai parar novamente esta tarde, diante da TV, para assistir a decisão da Copa do Brasil entre São Paulo x Flamengo, no Morumbi, com a vantagem do empate para o tricolor paulista, que venceu o jogo de ida de 1 x 0, no Maracanã.Se perder por diferença de um gol, o São Paulo ainda terá a chance de decidir nos pênaltis, para tentar levantar a taça que ainda não tem na sua gloriosa e centenária história.
Com todas essas vantagens, além do apoio da maioria absoluta da torcida no Morumbi, o São Paulo ainda vive um momento melhor, de alegria, apesar de não fazer um grande jogo há algum tempo, mas tem sido competitivo, raçudo e comprometido.
O Flamengo me parece um time desconectado do técnico, da própria torcida, sem organização, sem confiança, cujos jogadores dão a entender que não querem o atual comando do time, além da sua diretoria já admitir que a temporada foi desastrosa, a pior dos últimos quatro anos.
Mas trata-se de futebol, onde o imprevisível às vezes acontece, por isso, sem querer profetizar nada, caso os jogadores do Flamengo usem todo o seu talento, não tem para ninguém.
Olho do furacão
O goleiro Rafael Cabral tomou outro gol de falta, desta vez marcado por Leo Fernández na derrota de 1 x 0 para o Fluminense, no Maracanã, e a maneira como se comportou no lance, sem reação, foi muito questionada.
Cabral sofreu recentemente um gol de Hulk, de muito longe, indo parar no olho do furacão e merecedor de muitas críticas pelo fato de ter dispensado a barreira, o que facilitou a batida do craque ídolo do maior rival.
O goleiro Fábio, hoje no Fluminense, no início de sua longeva passagem pelo clube celeste, onde se tornou o jogador que mais vestiu a sua camisa com 976 participações, também foi muito criticado por aceitar” gols de faltas, sobretudo de longe, o que gerou até a especulação de que não estava enxergando bem.
Não digo que foi um frango do Cabral, nada disso, mas houve uma falha sua, no entanto, pode-se dizer a seu favor, que a bola chutada pelo uruguaio fez uma curva que pode tê-lo enganado.
FIM DE PAPO
Não adianta plantar manga e querer colher laranja. O Cruzeiro não perdeu para o Fluminense, simplesmente, por conta de uma suposta falha do seu goleiro. A campanha apenas mediana na Série A do Brasileiro, o que deixa sua torcida apreensiva constantemente, sob a ameaça de um novo rebaixamento, se dá porque a diretoria contratou jogadores para esse nível de disputa, sem pretensões de brigar na parte de cima da tabela. Na vitória contra o Santos, enfrentou um adversário de pior qualidade, mas diante do tricolor carioca se deparou com um time superior tecnicamente, que fez valer essa diferença.
Deus me deu a oportunidade de vir ao mundo há uns bons anos e, então, tive o privilégio de ver alguns dos maiores batedores de faltas, escanteios, todos os tipos de bolas paradas, na história do futebol mundial, e muitos deles ao vivo como profissional da crônica esportiva. Por isso, talvez, não me espante ou não me surpreenda tanto com lances de cobranças perfeitas de faltas, como foi esse do uruguaio Leo Fernández.
Vou citar, aleatoriamente, alguns dos craques que vi atuar, que fazem parte do imaginário dos torcedores e estão com seus nomes inscritos na história do futebol mundial, muitas das vezes pela habilidade demonstrada nas cobranças de faltas ou bolas paradas: Zico, Roberto Dinamite, Oldair, Nelinho, Éder Aleixo, Zenon, Marcelinho Carioca, Rivelino, Paulo César Caju, Roberto Carlos, Branco, Ronaldinho Gaúcho, Beckham, Rogério Ceni, Maradona, Messi, Cristiano Ronaldo e Juninho Pernambucano, o jogador que mais marcou gols de falta no mundo: 77 gols. E o maior de todos, Pelé, que fez 70 gols de falta.
Se Leo Fernández fosse um craque consagrado, conhecido no futebol brasileiro, onde chegou há pouco tempo no Fluminense, certamente, o goleiro Rafael Cabral não seria tão criticado, pois a capacidade do batedor seria mais exaltada e reconhecida. Velha raposa do antigo PSD, ex-presidente Tancredo Neves, quando chamado a opinar em casos polêmicos, com muitas opiniões divergentes, gostava de citar um provérbio chinês que diz: Todos os fatos têm três versões; a sua, a minha e a verdadeira”. (Fecha o pano!)
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