09 de setembro, de 2023 | 06:00

Nova era

Fernando Rocha

Embora não seja o momento oportuno, por se tratar de meio da temporada, o Cruzeiro resolveu demitir o treinador português Pepa, por entender que com ele no comando o risco de um novo rebaixamento seria grande.

Para substituí-lo, contratou o carioca Zé Ricardo, o que causou surpresa na imprensa e protestos por parte das torcidas organizadas que desejavam um nome de maior “grife” no comando da Raposa.

Zé Ricardo começou logo a trabalhar e, segundo alguns jogadores, os seus métodos estão agradando, além da sua maneira mais leve de tratar os jogadores, o que não deixa de ser um fator positivo.

O treinador, ao contrário do que pensa muita gente, não é um iniciante. Teve passagens por grandes equipes do Brasil, como Flamengo, Vasco, Botafogo, Fortaleza e Internacional, além de passagens rápidas pelo Qatar e, por último, no Japão.

O Cruzeiro ocupa o 12º lugar, com 26 pontos, cinco a menos do primeiro time na zona de rebaixamento, que é, coincidentemente, o Santos, seu próximo adversário que está em situação delicada e sem espaço para novos vacilos.

Divisor de águas
O técnico Luiz Felipe Scolari chegou ao 15º jogo no comando do Atlético, ao empatar em 1 a 1 com o Athletico-PR, na Arena da Baixada, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Em que pese o fato de outros treinadores que o antecederam tenham dirigido o alvinegro no estadual contra adversários teoricamente mais fáceis, enquanto Felipão tenha mesclado jogos do Brasileiro e da Libertadores, a verdade é que o atual comandante ostenta a pior sequência do Galo nas últimas oito temporadas.

Neste período à frente do Atlético, chama a atenção o fato de Felipão colecionar uma eliminação nas oitavas de final da Libertadores, além de ter caído na tabela do 4º para o 9º lugar no Brasileiro, com três vitórias, seis empates e seis derrotas, apenas 33% de aproveitamento, atrás de nomes como Vagner Mancini e Rogério Micale.

O jogo do próximo sábado (16/9), contra o Botafogo, na Arena MRV, vai ser um divisor de águas do trabalho de Felipão, pois irá dizer muito sobre o futuro do Galo neste Brasileirão que passa por assegurar, no mínimo, uma vaga na pré-Libertadores do próximo ano.

FIM DE PAPO

Zé Ricardo foi o que sobrou no mercado, depois de várias tentativas frustradas da diretoria cruzeirense para encontrar o substituto do técnico Pepa. Desempregado, depois de uma passagem ruim pelo Japão, onde não conseguiu livrar o Shimizu S-Pulse do rebaixamento, Zé Ricardo e seus dois auxiliares de confiança aceitaram o convite da Raposa para ganhar menos do que a maioria dos profissionais que atuam no Campeonato Brasileiro da Série B.

A nova comissão técnica celeste vai custar cerca de R$ 250 mil por mês, além de ter um contrato na teoria com validade até o fim de 2024, mas na prática só até o fim desta temporada, em dezembro deste ano, quando acaba a obrigatoriedade da multa, também muito baixa, estipulada em apenas R$ 300 mil, e válida para os dois lados em caso de rompimento. Esta informação sobre os valores do contrato, não desmentidos pela SAF Cruzeiro, foram obtidos e divulgados pelo jornalista Jorge Nicola, na Rádio 98 FM, de Belo Horizonte.

O Mineirão completou 58 anos de construção na última terça-feira (5/9), e para celebrar o aniversário do “Gigante da Pampulha” a administração do estádio convidou 58 pessoas para dizerem um sinônimo ou algo que defina o estádio no sentido deles. Segunda casa, união, infância, história, salão de festas do Galo, Toca 3, cabuloso, trem de doido, intensidade, títulos, glórias, sonho, mágico e outras várias palavras foram utilizadas para definir a maior casa do futebol mineiro.

Durante pelo menos três décadas, o Mineirão foi, para mim, tudo isso que foi dito sobre ele por essas pessoas. Mais ainda, foi em seu palco que vivenciei as maiores alegrias e tristezas como profissional da imprensa, que cobre e vive o futebol no dia a dia. Difícil, neste caso, deixar o saudosismo de lado, mas o Mineirão de hoje já não me encanta, nada tem a ver com aquele dos tempos da Ademg, que antecedeu a reforma para a Copa de 2014. Não é apenas a sua descaracterização física, mas, principalmente, de seus personagens, pois os colegas da imprensa não são mais os mesmos, muitos já partiram para o outro plano espiritual. Tudo na vida passa e o futebol, o Mineirão, nunca mais será como antes.“...Num domingo qualquer, qualquer hora/Ventania em qualquer direção/Sei que nada será como antes amanhã”... Milton Nascimento e Beto Guedes. (Fecha o pano!)

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